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Eleições 2006 já estão com regras fechadas
1º turno é no dia 1/10
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O 1º turno das eleições deste ano acontece no dia 1 de outubro.
E se houver disputa para 2º turno, a data da votação é
no último domingo do mês, 29 de outubro. A escolha é
para presidente da República, governador, senador, deputados federais,
estaduais e distritais.
Todas as regras e datas para a eleição já estão
impostas. Nas TVs, estão no ar as propagandas partidárias,
onde cada partido apresenta suas propostas. Essas veiculações
continuam até 30 de junho.
Depois disso, o próximo passo para cada partido é começar
a fazer comícios, usar carro de som e propagandas nos meios impressos.
A liberação acontece a partir de 6 de julho. Por fim, a
propaganda eleitoral gratuita nas rádios e TVs começa no
dia 15 agosto e termina em 28 de setembro (3 dias antes do pleito).
Pela primeira vez, o uso da Linguagem Brasileira de Sinais (LIBRAS) será
obrigatória em toda a propaganda gratuita exibida na televisão.
A partir do dia 8 de julho, o TSE e os tribunais regionais eleitorais
convocarão os partidos políticos e representantes das emissoras
de rádio e televisão para elaborarem o plano de mídia,
de forma a garantir a todos participação nos horários
de maior e menor audiência.
A propaganda na imprensa escrita será permitida até o dia
da eleição, inclusive a divulgação paga de
propaganda eleitoral, no espaço máximo, por edição,
de um oitavo de página de jornal padrão e um quarto de página
de revista ou tablóide para cada candidato, partido político
ou coligação.
Quanto às pesquisas eleitorais, elas estão permitidas desde
o dia 1º de janeiro e devem ser registradas no Tribunal Superior Eleitoral
(no caso de eleição presidencial) e nos tribunais regionais
eleitorais (nas eleições federais e estaduais) até
cinco dias antes de sua divulgação. A partir do dia 5 de
julho, toda pesquisa realizada com a apresentação da relação
de candidatos tem que conter obrigatoriamente o nome de todos aqueles
que tenham solicitado registro à Justiça Eleitoral.
Doações de campanha
Para as eleições deste ano, o TSE instituiu que os partidos
políticos, coligações, candidatos, doadores e fornecedores
poderão prestar informações, diretamente à
Justiça Eleitoral, sobre doações aos candidatos e
comitês financeiros e sobre as despesas.
Está proibido o recebimento em dinheiro de entidade ou governo
estrangeiro, órgão da administração pública
direta e indireta ou fundação mantida com recursos provenientes
do poder público.
A partir do registro dos comitês financeiros, pessoas físicas
e jurídicas poderão fazer doações em cheque
ou transferência bancária, ou ainda em bens e serviços
estimáveis em dinheiro, para as campanhas eleitorais.
Todos os candidatos e comitês financeiros de partidos políticos
são obrigados a prestar contas à Justiça Eleitoral.
Se houver sinal de irregularidade, ambos podem ser solicitados a apresentar
extratos e outras informações. Nenhum candidato poderá
ser diplomado até que as suas contas tenham sido julgadas pela
Justiça Eleitoral
Verticalização
O Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a regra da verticalização para
as eleições deste ano. A decisão ocorreu no dia 22/3 e declara
que as alianças partidárias nacionais terão de ser respeitadas pelos estados.
A verticalização só deixa de valer em 2010. A manutenção da regra foi
decidida por 9 votos a 2 no Supremo, que julgou ação direta de inconstitucionalidade
proposta pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Ao contrário do que ocorreu em fevereiro, quando a Justiça já determinara
que a verticalização seria mantida, não houve promessa de recursos.
Naquela ocasião, os líderes de partidos criticaram a decisão do Tribunal
Superior Eleitoral mantendo a regra - os presidentes do Senado, Renan
Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP) cogitaram até
colocar em votação uma nova emenda à Constituição.
"Não há o que fazer a não ser cumprir", disse Renan, conformado com a
decisão do STF. "Os partidos não estão acima do Supremo nem de qualquer
outra instituição quando se trata da Constituição", completou Aldo.
Entre os partidos, a reação foi similar. O presidente do PMDB, Michel
Temer - um dos principais interessados na decisão, que praticamente enterra
a candidatura própria do partido -, disse que a nova emenda constitucional
"poderia mesmo caracterizar o casuísmo".
(Fontes: TRE, TSE-SP e Veja)
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Veja o especial Eleições 2006
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