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O Código Da Vinci alavanca a carreira de Dan Brown
Absolvido da acusação de plágio, o escritor aguarda o lançamento de seu maior sucesso nos cinemas
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Por Guilherme Massa
O norte-americano Dan Brown já faz parte da lista de escritores de romances
policiais que constam em qualquer estante de livros, ao lado de Agatha
Christie e Sidney Sheldon. Os mais de 50 milhões de exemplares de O
Código Da Vinci vendidos em todo o mundo, dos quais 500 mil só no
Brasil, não foram a única razão deste sucesso.
O Código difundiu uma teoria controversa sobre a vida de Jesus
Cristo que abalou a credibilidade da Igreja Católica. Segundo a obra,
Jesus teria se casado com a ex-prostituta Maria Madalena e tido um filho,
que estende sua prole até os dias de hoje. De acordo com a trama do livro,
o Vaticano estaria ciente da existência dos herdeiros de Cristo e seria
capaz de qualquer coisa para ocultá-los.
Questionado sobre a veracidade das informações veiculadas em seu livro,
Dan Brown se esquiva, dizendo que a obra é apenas uma ficção. Entretanto,
ele conta no best-seller que fez uma pesquisa profunda, com a ajuda de
sua esposa, a historiadora da arte Blythe Brown, e que todo o conteúdo
referente ao evangelho apócrifo de Maria Madalena, o Priorado de Sião
e o Santo Graal são verdadeiros.
Pesquisadores
Que o digam Michael Baigent e Richard Leigh, autores de um estudo sobre
o Santo Graal denominado The Holy Blood and the Holy Graal ("O
Sangue Sagrado e o Santo Graal"). Eles processaram Dan Brown em fevereiro
de 2006 sob a acusação de plágio da teoria que aponta o Graal sendo, na
verdade, a descendência de Jesus e Maria Madalena.
A editora americana Random House, que publicou O Código Da Vinci
nos Estados Unidos, defende Brown, alegando ter recebido o livro completo
antes do lançamento do estudo de Baigent e Leigh. Dan Brown, porém, deu
o sobrenome de Leigh a um dos personagens do livro, o estudioso Sir Leigh
Teabing (que será interpretado nas telonas por Ian McKellen). Isso reforçou
a tese de que o grande sucesso de O Código fosse uma fraude.
O autor explicou que sabia da dedicação de Richard Leigh e Michael Baigent
na pesquisa do Santo Graal e que o personagem realmente foi homenageado
com o nome de Leigh. Contudo, Brown negou ter copiado ilegalmente as idéias
da dupla e teria se baseado em uma série de outros autores e em trabalhos
anteriores.
Absolvição
TO juiz Peter Smith, da alta corte dos Estados Unidos absolveu Dan Brown
em abril deste ano por falta de provas e por considerá-lo um grande pesquisador.
O autor já havia vencido outro processo em 2005, contra o romancista Lewis
Perdue, que alegava ter a trama de O Código copiada dos livros
O legado de Da Vinci (1983) e A filha de Deus (2000). O
surpreendente é que os entraves só serviram para divulgar ainda mais o
livro de Brown e aumentar a expectativa pela adaptação para os cinemas.
A fama conquistada após o lançamento de O Código Da Vinci foi o
estopim para que as vendas dos outros livros do escritor norte-americano
disparassem, com tradução para 40 idiomas. No início de 2004, todos os
seus quatro romances figuravam ao mesmo tempo entre os dez livros mais
vendidos dos Estados Unidos na lista do jornal The New York Times.
Dan Brown nasceu na cidade de Exeter, nos Estados Unidos, e é filho de
um premiado professor de matemática e uma profissional de música sacra.
Livros de Dan Brown:
1998 - Fortaleza Digital
2000 - Anjos e Demônios
2001 - Ponto de Impacto
2003 - O Código Da Vinci
2007 - The Solomon Key (ainda sem título em português)
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