Espanha faz campanha contra a compra de remédio pela Internet
Reuters
MADRI (Reuters) - O Ministério da Saúde e o Conselho Geral de Fármacos da Espanha firmaram um acordo nesta quinta-feira para iniciar uma campanha conjunta de combate à venda de medicamentos sem receitas pela Internet.
Esta iniciativa prevê uma campanha em 21 mil farmácias, além do apoio de profissionais sanitários para impedir as falsificações e aumentar os mecanismos de controle da venda de remédios.
A estratégia pretende conscientizar os cidadãos sobre a estreita relação entre a compra de medicamentos pela Internet e a distribuição de fórmulas adulteradas, que chegariam a 62 por cento na Web.
Segundo a Aliança Européia para Acesso a Medicamentos Seguros (EAASM em espanhol), três em cada cinco fármacos comercializados através da Internet não cumprem com os padrões mínimos de qualidade.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o problema afeta algo como 10 por cento dos medicamentos em todo o mundo, mas nos países emergentes pode chegar a quase 50 por cento do mercado farmacêutico.
Esta campanha também pretende reforçar o controle sobre os canais regulares de distribuição de medicamentos. Ainda que na Espanha não se tenham detectado fórmulas adulteradas, a prática já foi vista em outros países europeus.
Por último, os esforços vão se concentrar na criação de um escritório de controle para a Internet, que vai colaborar com as autoridades policiais e as comunidades autônomas para combater esse tipo de prática.