Preço de tela LCD cai mais e obriga LG Display a rever previsão
Reuters
Marie-France Han
SEUL (Reuters) - A fabricante sul-coreana de painéis de
telas planas LG Display reduziu suas projeções para o terceiro
trimestre, alegando que o preço dos painéis de cristal líquido
(LCD) caiu mais que o esperado, em um novo sinal de que a
desaceleração vem se agravando no setor de tecnologia.
A empresa, a segunda maior fabricante mundial de painéis
LCD, anunciou na quarta-feira que sua receita no terceiro
trimestre dificilmente atingirá os totais projetados
inicialmente e divulgou um novo conjunto de projeções.
A agressiva expansão de capacidade de produção dos
fabricantes de painéis gerou excesso de oferta este ano, o que
influenciou negativamente os preços dos painéis LCD. A demanda
inferior à esperada por televisores LCD na China, no período
que antecedeu a Olimpíada de Pequim, também prejudicou os
preços dos painéis utilizados em televisores de telas planas.
A LG, da Coréia do Sul, e rivais taiuanesas de menor porte
como a AU Optronics e Chi Mei Optoelectronics, reduziram sua
produção nos últimos meses, para enfrentar a queda nos preços
em uma temporada na qual a demanda é tradicionalmente forte.
A LG Display agora antecipa que seus embarques no terceiro
trimestre subam entre 10 e 20 por cento, ante a projeção
anterior de crescimento superior a 20 por cento, enquanto os
preços médios de venda devem cair em perto de 20 por cento, e
não em pouco mais de 10 por cento, como previa a projeção
anterior.
A empresa também anunciou que sua margem de lucro anterior
a juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ficará
perto dos 25 por cento, ante os 38 por cento do segundo
trimestre.
"As novas projeções de embarques e Ebitda parecem ser um
pouco mais otimistas que as expectativas do mercado, e as
projeções de preço parecem iguais às dos mercados", afirmou Jay
Yoo, analista da Korea Investment & Securities.
Yoo acredita que a desaceleração atual no mercado de LCD se
estenda por mais alguns meses e que as fabricantes enfrentarão
queda até o primeiro semestre de 2009. Para ele, uma
recuperação não é provável antes da metade do ano que vem.