SEUL/TÓQUIO (Reuters) - A Samsung Electronics, maior
produtora mundial de chips de memória, anunciou que pode
comprar a fabricante de memória flash SanDisk, avaliada em 3,2
bilhões de dólares, em uma transação que reorganizaria o setor.
"Estamos considerando diversas oportunidades com relação à
SanDisk, mas nada foi decidido até agora", disse James Chung,
porta-voz da Samsung, à Reuters, em resposta a reportagens de
que o grupo sul-coreano estaria interessado na fabricante
norte-americana de memória flash, usada amplamente em
dispositivos de armazenagem de dados e aparelhos digitais.
Em documentos encaminhados a autoridades regulatórias, no
mesmo dia, a Samsung informou que adquirir a SanDisk era uma
opção.
Os analistas consideram que uma aquisição possa alterar o
balanço do poder no setor de memória flash.
"Uma aquisição da SanDisk pela Samsung causaria sérios
problemas à Toshiba", disse Yoshihisa Toyosaki, diretor da
J-Star, uma empresa de pesquisa sobre tecnologia da informação.
As ações da Samsung fecharam em alta de 1,2 por cento,
depois de terem registrado avanço de até três por cento,
superando o índice do mercado de Seul, que caiu em 1,6 por
cento.
As ações da japonesa Toshiba, que perde para a Samsung no
mercado de memória flash mas planeja dobrar sua capacidade de
produção de chips em uma parceria com a SanDisk, caíram em 4,6
por cento, à sua menor cotação desde novembro de 2005.
Em breve comunicado, a SanDisk anunciou que "conversa
periodicamente com diversas partes, entre as quais a Samsung,
com relação a diversas oportunidades de negócio", mas não
acrescentou outros comentários.
As ações da SanDisk vem sofrendo pesada queda desde maio,
quando atingiram pico de 33 dólares. Elas fecharam cotadas a
13,46 dólares na quinta-feira, o que atribui à empresa valor de
3,2 bilhões de dólares.
O serviço de notícias online eDaily informou na sexta-feira
que a Samsung estava interessada em adquirir a SanDisk, cujas
ações vêm sofrendo devido à forte desaceleração no mercado de
memória. O site informou que a Samsung havia contratado o
JPMorgan para assessorá-la.