Mundo

22/11/2008 - 11:37
Agence France-Presse

Violência deixa 30 mortos no Afeganistão

France Presse

CABUL (AFP) - Trinta pessoas, 14 delas rebeldes, morreram nas últimas 48 horas em uma série de ações violentas em todo o Afeganistão, informaram neste sábado fontes oficiais e militares.

Os insurgentes morreram em duas operações das forças de segurança afegãs e da coalizão internacional no sul e no oeste do país, anunciou neste sábado a coalizão.

A primeira operação ocorreu na quinta-feira no distrito de Nahr Surkh, na província de Helmand, bastião dos insurgentes no sul do Afeganistão.

Os insurgentes atacaram uma patrulha afegã e internacional que respondeu ao ataque, matando dez rebeldes, segundo um comunicado da coalizão, que indicou também que um soldado afegão ficou ferido.

Na segunda operação, efetuada na sexta-feira de manhã, soldados afegãos e da coalizão estavam realizando registros de moradores em alguns edifícios no povoado de Dowlatabad, na província de Farah (oeste), quando foram atacados por alguns insurgentes. Quatro rebeldes foram mortos.

Também na sexta-feira, uma patrulha das forças afegãs e da coalizão abriu fogo na província de Khost (leste) contra um veículo civil que não parou em um posto de controle, matando uma pessoa. O Exército norte-americano anunciou a abertura de uma investigação.

Também em Khost, próximo à fronteira com o Paquistão, dois civis morreram e 15 ficaram feridos em um atentado com carro-bomba neste sábado em um mercado, ressaltou o coronel Mohammed Yaqob, responsável pelos serviços de informação locais.

Um atentado na província de Parwan, noroeste de Cabul, matou oito pessoas e feriu 62, quando homens não-identificados lançaram granadas contra os convidados de um casamento, na sexta-feira à noite, anunciou o chefe da Polícia local, Khalilullah Ziae.

Na província de Ghazni, três policiais morreram na explosão de uma bomba na passagem de seu veículo, de acordo com um porta-voz local.

Na sexta-feira, a Polícia encontrou no distrito de Karabagh o corpo de um homem, cujo assassinato foi reivindicado pelos talibãs, que o acusaram de ser um espião do governo.

Em um distrito da província de Kunar (leste), foi encontrado neste sábado o corpo crivado de balas de Ghais Hakmal, governador do distrito de Marawara, seqüestrado há três meses pelos talibãs, que reivindicaram esse assassinato.

 

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