Os motivos eram diversos. Busca por uma vida melhor, reencontrar os parentes (separados à força), liberdade. Para um jovem, era escapar do dever de servir o Exército. Ele morreu das armas de militares, que guardavam o Muro de Berlim.
Esse foi o último assassinato durante uma tentativa de cruzar o muro, nove meses antes da queda da barreira. Decidido a evitar o serviço militar, o jovem barman Chris Gueffroy, de 20 anos, resolveu se arriscar depois de ouvir uma conversa entre guardas da fronteira.
Os militares diziam que a ordem para matar quem tentasse fugir tinha sido revogada. Mas Gueffroy acabou atingido por diversos tiros e morreu antes de chegar ao outro lado da barreira.
O governo comunista que comandava o lado oriental da Alemanha nunca assumiu que ordenava os guardas que protegiam a fronteira a atirar em pessoas que tentassem chegar ao lado ocidental de Berlim. Mas centenas de alemães morreram durante os 28 anos de existência da a barreira – criada em 1961 e destruída em 1989.
A Alemanha contabiliza outras 124 mortes de pessoas que ousaram abandonar a Alemanha Oriental, se arriscando pelo muro. Promotores de Justiça, no entanto, afirmam que o número pode chegar a 270.
A última tentativa, em balão Chris Gueffroy, no entanto, não foi a última pessoa a morrer ao tentar fugir. Em 8 de março de 1989, Winfried Freudenberg tentou passar pelo Muro de Berlim em um balão de ar quente, mas morreu na queda.
Formado em engenharia elétrica, Freudenberg planejava fugir junto à sua mulher. Mas ao saber que a polícia sabia de sua intenção de escapada, entrou no balão sozinho, caindo após algumas horas.
Meses depois, em 9 de novembro de 1989, as duas Alemanhas se unificaram e o murou foi derrubado, unindo familiares, vizinhos e amigos que haviam sido separados.