Em entrevista à Radio Francia Internacional, o presidente do Haiti, René Préval, saudou nesta quarta-feira (20) a “rápida chegada” de ajuda internacional ao país caribenho, mas reconheceu que existe um “problema de coordenação”, informa o jornal El País.
Préval admitiu que o Haiti “não está preparado para receber” a ajuda: “Quando [a ajuda] chega, perguntam-nos: Onde estão os caminhões para transportá-la, e os armazéns?”. O governante apontou que “o importante” nos próximos dias será “coordenar a ajuda para saber em que quantidades, quando e como ela deve ser distribuída”.
O primeiro ministro do Haiti, Jean Max Bellerive, também se pronunciou, e disse que a distribuição do auxílio internacional entre as vítimas tem sido lenta. Ele recordou, entretanto, que “a administração não estava em condições de trabalhar”, uma vez que os prédios do governo foram destruídos. O líder haitiano acredita que a mobilidade pode ser um problema, porque não há gasolina para o transporte, mas considera que essa situação “vai se normalizar prontamente” e que as entregas dos carregamentos poderão ser agilizadas.
O primeiro-ministro haitiano, que dorme em um automóvel e está despachando em um posto de polícia em Porto Príncipe, garantiu que “não há insegurança”, e se mostrou contrário ao que mostram as emissoras de televisão do mundo. O governo tem informações de que o número de mortos pode chegar a 75 mil, e que 300 mil famílias estão desabrigadas.