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25/02/2009 - 00:06
Portal Exame

Obama pede paciência contra a crise

EFE
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Washington, 24 fev (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez hoje um apelo à paciência e à responsabilidade dos cidadãos, para que o país saia da crise econômica que vive, em seu discurso às duas câmaras do Congresso.

Em seu pronunciamento, iniciado às 21h20 locais (23h20 de Brasília), Obama disse que "o que é preciso agora é que este país se una, que enfrentemos com ousadia os desafios que encaramos e sejamos responsáveis por nosso futuro mais uma vez".

A economia concentrou a maior parte do discurso e ele matizou sua mensagem sobre a complicada situação econômica com uma nota de otimismo, ao afirmar que "reconstruiremos, nos recuperaremos e os Estados Unidos sairão mais fortes do que antes".

Obama culpou sua situação econômica que herdada, com "um déficit de US$ 1 trilhão, uma crise financeira e uma recessão muito cara".

Entretanto, ponderou que a responsabilidade da crise foi "de todos", segundo ele.

"Nossa economia não entrou em queda da noite para o dia, nem todos os nossos problemas começaram quando o mercado imobiliário quebrou ou a Bolsa de Valores afundou. Nós os regulamos para gastar mais dinheiro e acumular mais dívida, como indivíduos ou como Governo, como nunca antes".

O presidente prometeu que as medidas que começou a iniciar surtirão efeito.

Entre elas, mencionou o plano de estímulo econômico avaliado em US$ 787 bilhões e o plano de resgate financeiro, assim como sua iniciativa para ajudar os proprietários de imóveis.

Ele também pediu ao Congresso que lhe apresente em breve propostas para elaborar a reforma do sistema regulador.

Na quinta-feira, ele apresentará seu primeiro projeto de orçamento, que, segundo ele, "refletirá a dura realidade" econômica atual e disse que os legisladores, tanto republicanos quanto democratas, e ele mesmo, terão que "sacrificar algumas prioridades muito meritórias para as quais não há dinheiro".

Obama prometeu cortar pela metade o déficit fiscal, de US$ 1,3 milhão, em quatro anos.

Para isso, disse que cortará em contratos sem licitação pública na Guerra do Iraque ou os investimentos em projetos de Defesa que "se arrastam desde a Guerra Fria".

Assim, afirmou: "Já identificamos US$ 2 trilhões em economias ao longo da próxima década", afirmou.

Diante da prioridade econômica, a política externa mal coube no início do discurso. O presidente afirmou que apresentará em breve uma proposta para acabar a Guerra do Iraque "de maneira responsável".

"Com palavras e atos, estamos mostrando ao mundo que começou uma nova era", afirmou o presidente americano. EFE

mv/jp

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