Barack Obama discursa na base da Marinha de Camp Lejeune
O presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou nesta sexta-feira (27) que as operações de combate norte-americanas no Iraque serão encerradas em 31 de agosto de 2010, mas que entre 35 mil e 50 mil soldados vão permanecer para dar apoio ao governo e às forças de segurança do Iraque.
Em discurso na base da Marinha de Camp Lejeune, na Carolina do Norte, Obama disse que o "Iraque ainda não está seguro" e que ainda há dias difíceis pela frente. O presidente disse ainda que seu governo pretende retirar todas as forças dos Estados Unidos no Iraque até o fim de 2011, , quando expira o prazo para a presença das tropas americanas segundo o acordo assinado ano passado entre Washington e Bagdá.
"Completaremos esta transição para deixar a responsabilidade em mãos iraquianas e traremos para casa nossos soldados com a honra que merecem", prometeu Obama.
Segundo o presidente Obama, a saída do Iraque terá como prioridade a segurança das tropas americanas e civis no Iraque. "Procederemos de maneira cuidadosa", disse.
"Haverá períodos difíceis e ajustes táticos. Mas nossos inimigos não deveriam ter nenhuma dúvida: este plano dá a nossos militares a força e a flexibilidade que necessitam para apoiar nossos parceiros iraquianos e para ter sucesso", assegurou.
Ao mesmo tempo em que vai realizar a retirada, os EUA potencializarão seus esforços diplomáticos no Iraque, liderados por quem será seu novo embaixador em Bagdá, Christopher Hill, anunciou Obama. Até agora, Hill tinha sido o principal negociador americano nas conversas sobre o programa nuclear norte-coreano.
Segundo o presidente Obama, a saída do Iraque terá como prioridade a segurança das tropas americanas e civis no Iraque. "Procederemos de maneira cuidadosa", disse.
"Haverá períodos difíceis e ajustes táticos. Mas nossos inimigos não deveriam ter nenhuma dúvida: este plano dá a nossos militares a força e a flexibilidade que necessitam para apoiar nossos parceiros iraquianos e para ter sucesso", assegurou.
Ao mesmo tempo em que vai realizar a retirada, os EUA potencializarão seus esforços diplomáticos no Iraque, liderados por quem será seu novo embaixador em Bagdá, Christopher Hill, anunciou Obama. Até agora, Hill tinha sido o principal negociador americano nas conversas sobre o programa nuclear norte-coreano.
Como candidato à Presidência dos EUA, Obama prometeu retirar as tropas do Iraque em 16 meses. Ele deixou claro que sua prioridade militar seria o Afeganistão e ordenou na semana passada o envio de mais 17 mil soldados ao país. Há atualmente 142 mil militares norte-americanos no Iraque e 38 mil no Afeganistão. O presidente americano quer reforçar a presença militar de sua tropas no Afeganistão, à medida que a diminui no Iraque.
Balanço da guerra A retirada das tropas de combate para o final de agosto de 2010 deve pôr fim a uma interferência lançada por seu predecessor George W. Bush, em março de 2003, para afastar do poder o presidente Saddam Hussein, suspeito de dissimular armas de destruição em massa.
Seis anos mais tarde, 60% dos americanos consideram que esta guerra não foi conveniente, segundo pesquisa publicada semana passada pela rede de televisão ABC.
À véspera da ofensiva de 2003, dois americanos em três se diziam favoráveis à invasão. Mas a situação mudou quando ficou claro que Saddam Hussein não escondia nenhuma arma secreta. A imagem do exército americano foi, além disso, arranhada, pelo escândalo de torturas na prisão de Abu Ghraib em Bagdá.
A ofensiva dividiu o país, mas sem desencadear as mesmas manifestações pacifistas da época da guerra do Vietnã. O ex-presidente Bush assegura que a história lhe dará razão e que o Iraque vai se tornar por muito tempo um Estado democrático pró-ocidental, com um efeito estabilizador no Oriente Médio.
Ao anunciar o calendário de retirada das tropas, Obama destacou "as lições" a serem tiradas da guerra: avaliar com cuidado os objetivos e os custos de um conflito e não negligenciar a cooperação com os aliados.
O conflito, até o momento, causou a morte de 4,2 mil soldados americanos, dos quais 176 se suicidaram, enquanto que outros 31 mil ficaram feridos, segundo números do Pentágono.
O Iraque custou US$ 687 bilhões a Washington, segundo o centro de reflexão Center for Strategic and Budgetary Assessments, mas segundo outras estimativas, o custo até 2012 poderia se aproximar da soma astronômica de um trilhão de dólares.
Estes recursos poderiam ter sido canalizados para a guerra no Afeganistão, para lutar contra a crise econômica, ou para financiar as prioridades do país em matéria social e educativa, destacam os adversários da guerra no Iraque.
A guerra arranhou também a confiança dos americanos em instituições que induziram uma opinião errônea, deixou tensas as relações com os aliados e destruiu a imagem dos Estados Unidos no mundo árabe-muçulmano.