Barack Obama tomou posse em 20 de janeiro de 2009, diante de milhares de norte-americanos confiantes com as promessas de mudanças. Ele assumia as rédeas da gigantesca economia em crise.
Aos olhos do mundo, logo tomou ações desejadas pela população, anunciando medidas emergenciais para estancar a crise e assinando decretos que ordenavam o fechamento da polêmica prisão de Guantánamo, em Cuba, no prazo de um ano. Obama ainda declarou a retirada das tropas do Iraque até 31 de agosto de 2010, mas focou em outra guerra: no Afeganistão.
A lua de mel durou pouco. O plano de US$ 787 bilhões (que teve como principal objetivo salvar os bancos) foi aprovado pelo Congresso norte-americano, mas não sem antes passar por muitas críticas, discussões e diversas mudanças.
Foi em sua gestão que a crise saiu do setor financeiro e atingiu outros setores da economia. As montadoras gigantes GM e Chrysler tiveram que ser salvas pelo Governo Obama com investimentos bilionários.
O primeiro ano de Obama também foi marcado por intensa política externa, com diversas visitas à Europa, Ásia e até o Brasil. E foi em Londres que o líder dos EUA declarou admiração a Luiz Inácio Lula da Silva. “Esse é o cara”, disse Obama durante encontro de chefes de estado para resolver a crise financeira.
Cerveja para conciliar O presidente também deixou escapar algumas frases polêmicas. Obama chamou de “estúpida” a ação policial que resultou na prisão de um acadêmico negro na porta da própria casa, ao confundi-lo com um ladrão.
Para amenizar as próprias palavras, o líder norte-americano se desculpou e tentou uma conciliação em um encontro entre James Crowley, policial de Cambridge, e o professor de Harvard Henry Louis Gates Jr., em que tomaram uma cerveja.
Nobel A escolha de Obama para receber o Prêmio Nobel da Paz também foi duramente criticada. O anúncio, em 9 de outubro, deixou perplexos líderes mundiais e jornalistas que acompanhavam a premiação. Ele completava nove meses de presidência, e suas medidas contra a guerra não passavam de promessas para o futuro.
Um mês depois do prêmio, o presidente admitia que não conseguiria fechar a prisão de Guantánamo no prazo que havia prometido no início do ano.
Em dezembro, o Nobel da Paz surpreendeu novamente, ao anunciar o envio de mais 30 mil soldados ao Afeganistão em um prazo de seis meses. Obama não se intimidou ao receber o prêmio em Oslo, na Noruega, e seu discurso foi marcado ao defender “uma guerra justa”.
A crise continua Suas ações no início do mandato ainda não concretizaram uma melhora definitiva nos Estados Unidos, e 2010 pode ser mais um ano de intensas cobranças à sua gestão. Ele já anunciou um novo plano para revigorar a economia norte-americana e diminuir o desemprego, que atualmente é de 10%.
Para o próximo ano, pode se esperar isenção tributária a novos investimentos e cortes de impostos para incentivar a contratação. E o mundo permanece atento, esperando uma retomada da maior nação.