O etnólogo e antropólogo Claude Lévi-Strauss morreu na noite de sábado (31), aos 100 anos de idade, de acordo com a assessoria da Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales (EHESS).
Nascido em Bruxelas, na Bélgica, de Lévi-Strauss, era um estudioso das sociedades primitivas e fundador do estruturalismo, e completaria 101 anos no dia 28 de novembro. As informações são do "Le Monde". Não foi divulgada a causa da morte dele.
O estudioso belga foi considerado o responsável por renovar a antropologia e o estudo dos fenômenos sociais e culturais, incluindo os mitos, em sociedades primitivas e modernas.
Durante sua carreira de seis décadas, Lévi-Strauss foi autor de diversos trabalhos e livros, como o "Tristes Tropiques" (1955), "The Savage Mind" (1963) and "The Raw and the Cooked" (1964).
Considerada um dos grandes livros do século 20,."Tristes Tropiques" fala de sua passagem pelo Brasil.
Lévi-Strauss também era professor do College de França. Ele foi também eleito para a Academia Francesa, em maio de 1973, que planeja um tributo.
Lévi-Strauss tinha uma ligação especial com o Brasil, onde viveu entre 1935 e 1939. A Universidade de São Paulo (USP) contratou uma série de professores para o que foi chamado de Missão Francesa.
Nomes como Pierre Monbeig, Roger Bastide, Fernand Braudel e Lévi-Strauss se mudaram para São Paulo com o objetivo de montar os cursos nas áreas de ciências sociais.
O antropólogo costumava dizer que o que o convenceu a se mudar para o Brasil foi a informação de que havia índios nos "arrabaldes (da cidade de São Paulo)" e que ele poderia "dedicar-lhes os seus fins de semana”. A realidade era outra, como veio a descobrir.
Lévi-Strauss viajou a Mato Grosso para visitar povos indígenas que foram fotografados por ele e tiveram registradas suas formas de vida. De volta à Europa, o antropólogo desenvolveu sua carreira e realizou diversos trabalhos sobre a “estrutura dos mitos”.