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04/12/2009 - 15:37 (atualizada em 04/12/2009 15:39)

Com metas, emissões de CO2 vão dobrar até 2040, diz estudo

O cálculo se baseia nos compromissos assumidos pelos governos antes da reunião climática neste mês em Copenhague

Da Redação, com Reuters
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As emissões globais de gases do efeito estufa vão quase dobrar até 2040, em comparação aos níveis de 1990, com base nas atuais metas de redução anunciadas pelos países, disse a consultoria climática Ecofys.

O cálculo se baseia nos compromissos assumidos pelos governos antes da reunião climática dos dias 7 a 18 deste mês em Copenhague. Pela avaliação da Ecofys, o mundo se encaminha para um aquecimento médio acima de 3ºC até 2100.

"As promessas sobre a mesa não irão parar o crescimento das emissões antes de 2040, quanto menos 2015, conforme indica o IPCC (painel científico da ONU), e estão longe de reduzir à metade as emissões até 2050, conforme foi proposto pelo G8 (bloco de países industrializados)", disse Niklas Hohne, diretor de políticas energéticas e climáticas da Ecofys.

China, Índia, Brasil e África do Sul manifestaram nesta semana sua oposição às metas de reduzirem pela metade as emissões globais até 2050 e limitar o aquecimento a 2ºC acima dos níveis pré-industriais, disseram diplomatas europeus. Esses países temem que metas globais ambiciosas afetem seu crescimento, e acham que os países ricos deveriam agir primeiro.

De acordo com o Ecofys, levando em conta a promessa anunciada pelos EUA e outros países, as emissões das nações desenvolvidas devem chegar em 2020 a um nível entre 13% e 19% inferior ao de 1990. Mas o uso de créditos florestais pode reduzir essa cifra em 5%.

A Rússia ofereceu em novembro reduzir suas emissões até 2020 em 22% a 25% abaixo dos níveis de 1990.

A Ecofys, a Climate Analytics e o Instituto Potsdam para a Pesquisa do Impacto Climático desenvolveram o chamado "Monitor da Ação Climática", que acompanha as promessas e ações de cada país.

O índice revela que Noruega, Japão e Brasil são os países com as metas anunciadas mais ambiciosos. Se a União Europeia se comprometer a um corte de 30% no período 1990-2020, será considerado um esforço "suficiente." Os Estados Unidos estão na metade de baixo da escala.

Metas dos países:
Brasil -

O Governo brasileiro assumiu o compromisso de reduzir em 36,1% a 38,9% suas emissões de gases causadores do efeito estufa estimadas para 2020.

Anteriormente, o governo já havia anunciado o compromisso de reduzir em 80% o desmatamento da Amazônia até 2020, o que representa um corte de 20% nas emissões dos gases-estufa. Segundo o Ministério do Meio Ambiente significa corte de cerca de 580 milhões de toneladas de CO2. 

Estados Unidos -
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, participará da cúpula sobre mudanças climáticas, em Copenhague. Ele vai propor uma redução de emissão de CO2 em seu país de 17% até 2020 (em relação às emissões de 2005).

As metas de Obama também prevêem redução de 83% das emissões de gas carbônico em 2050, seguindo uma liberação de CO2 30% menor em 2025 e diminuição de 42% em 2030.

China -
A China declarou nesta quinta-feira (26) que vai aumentar sua eficiência energética para contribuir com a luta contra o aquecimento global. Segundo o governo, o país deve anunciar um corte de 40% a 45% nas emissões de dióxido de carbono por unidade de Produto Interno Bruto (PIB) até 2020, na comparação com os níveis de 2005.

A meta não significa que a China vai cortar as emissões de carbono no fim das contas, considerando que a economia do país deve crescer consideravelmente na próxima década.

Índia -
A Índia pretende reduzir a intensidade de carbono - conceito que se refere ao volume de carbono emitido para cada unidade do PIB - entre 20 e 25 por cento até 2020 em relação aos níveis de 2005, disse o ministro indiano do Meio Ambiente, Jairam Ramesh.

Canadá -
O Parlamento canadense aprovou uma meta para que o governo se comprometa a reduzir as emissões de gases. Isso significa que em 2020, o Canadá pretende emitir 20% menos CO2 que em se comparado a 2006. Em 2050, a redução chegaria a algo entre 6-% e 70%.

O volume é significativamente menor que o esperado pelo Parlamento e por críticos ao governo. A intenção era reduzir em 25% na comparação ao que era emitido em 1990. O corte proposto significa uma queda de 3% nessa comparação.

União Europeia -
O Comissário de Meio Ambiente da União Europeia espera que o grupo de países estabeleça um corte de 30% nas emissões para apresentar em Copenhague. Essa é a meta esperada e considerada aceitável pelos organizadores co COP-15.

A União Europeia já concordou em cortar 20% das emissões de CO2 em 2020, em relação aos níveis de 1990. 

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