Muro já era bastante pichado 10 anos após sua queda (1999)
Há exatos 48 anos, começava a ser construído o Muro de Berlim, que separou as partes ocidental e oriental da cidade de 1961 até novembro de 1989. Atualmente, apenas alguns pedaços são conservados como lembrança. Além desses pedaços e partes de muro pichados, existe um museu, o Checkpoint Charlie, onde antes ficava um posto de passagem entre a Alemanha Oriental e Ocidental, que apresenta histórias de tentativas de fuga de um lado para o outro.
História Após a Segunda Guerra Mundial, o país europeu foi divido, na prática, no lado Oriental, sob influência da União Soviética e o lado Ocidental, sob influência dos Estados Unidos, Inglaterra e França. Apesar de Berlim estar do lado leste, ela também foi dividida em duas, por ser a capital. No entanto, muitas pessoas que moravam na parte oriental discordavam do regime comunista imposto na região e milhões mudaram de lado.
Por esse motivo, autoridades resolveram isolar, aos poucos, a parte oriental da cidade para evitar o êxodo populacional. Porém, as fugas continuaram e no dia 13 de agosto de 1961 colocaram barricadas para realizar a separação total da cidade. A construção do Muro de Berlim começou nesse dia e ele ainda passaria por três grandes reformas.
A muralha tinha 150 km de extensão e dava a volta em toda Berlim Ocidental, para impedir o contato dessa área capitalista com a região comunista que a circundava. Os moradores dessa área podiam sair livremente para o lado oriental. Apenas o caminho inverso era proibido
Com decadência da União Soviética e da Guerra Fria nos anos 80, a passagem de pessoas entre a Alemanha Oriental e Ocidental se tornou cada vez mais fácil até que, em 1989, o chefe de estado da parte comunista renunciou e a fronteira foi aberta. Pessoas foram ao muro para bater com picaretas e ajudar a destruir de uma vez por todas aquele símbolo da Guerra Fria. No ano seguinte, o governo mandou soldados colocarem tudo abaixo e unir novamente o país.