Pele de Paula foi marcada com sigla de partido de extrema direita
Reportagens publicadas em diversos jornais suíços nesta sexta-feira (13) levantam dúvidas sobre a afirmação da brasileira Paula Oliveira de ter sido agredida por três neonazistas na cidade de Dubendorf, perto de Zurique. A análise da imprensa do país foi feita pela agência de notícias BBC. A advogada, que estava grávida de duas gêmeas, mas teria sofrido um aborto após ser atacada, teve a pele da barriga e das pernas marcada com um estilete.
O Neue Zürcher Zeitung, um dos diários de maior prestígio da Suíça, descreveu o caso como o de uma "jovem brasileira encontrada com cortes no corpo" em uma estação de trem de Zurique. A publicação ainda fala que a polícia suíça está cética quanto à versão de Paula e que, no Brasil, o incidente tomou uma dimensão política, onde "está sendo considerado um ataque racista".
O jornal Tages-Anzeiger foi mais direto nas interrogações: "Como poderiam três homens atacar uma mulher por volta das 19h30, sem chamar a atenção, em uma estação de trem bem frequentada?". O texto também questiona como era possível que fossem gravadas letras tão legíveis no corpo de alguém que tentava se defender, e por que nenhum neonazista teria sido percebido no bairro até então.
O diário News afirma ter sabido de "fontes internas bem informadas" que a polícia duvida da gravidez e das informações de que a mulher foi atacada por neonazistas. As perguntas também foram estampadas no Solothurner Zeitung ("Teriam neonazistas torturado brasileira"?) e no St Galler Tagblatt ("Brasileira grávida torturada por neonazistas?").
Nesta quinta (12), a polícia de Zurique divulgou um comunicado sobre o caso. Na nota, as autoridades disseram que a "circunstância que levou aos ferimentos não está clara".
N quarta (11), a diplomacia brasileira havia criticado o comportamento da polícia após a agressão. Isso porque, ao prestar queixa, Paula foi interrogada pelo detetive Andreas Hug, que duvidou de sua versão, querendo saber se ela não teria se autoflagelado. A cônsul-geral do Brasil em Zurique, Vitória Cleaver, também passou por uma situação constrangedora ao telefonar para a polícia. A delegacia local apenas a informou que, se quisesse saber detalhes do caso, que perguntasse à vítima. Mas, agora, Vitória disse que a postura policial parece ter mudado.
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{'nome': 'Peter','email': 'paracas3@hotmail.com','texto': 'Esperamos que este dama regresa a Brasil!'}
{'nome': 'Sandro','email': 'sandroavieira@hotmail.com','texto': 'Foram eles que receberam com entusiasmo o Hitler, isso então não seria novidade por la (RACISMO)'}
(13/02/2009 12:16)
{'nome': 'Cristiana','email': 'cristiana.bh@hotmail.com','texto': 'Realmente é um absurdo o que esta jovem advogada passou na mao destes neonazistas e maior absurdo é alem de ter perdido as filhas ser questionada pelos policiais e jornais suiços é muita covardia e falta de cidadania, tem que ser feito algo urgente, isso é preconceito por ela ser brasileira. Tenho certeza que todos brasileiros como eu, estao revoltados com esta noticia.'}