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01/01/2009 - 13:31 (atualizada em 01/01/2009 14:32)

Hamas nega ter aceitado propostas de trégua da UE

Na véspera, o gabinete de segurança israelense rejeitou iniciativas internacionais em favor de um cessar-fogo na região em conflito há seis dias

Da Redação, com agências
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O movimento islâmico palestino Hamas negou nesta quinta-feira (1º) ter aceitado as propostas feitas pela União Européia (UE) para instaurar uma trégua com Israel na Faixa de Gaza. De acordo com o grupo, o comunicado que informava o fato era falso.

"É um comunicado falso carente de toda a veracidade. Foi divulgadado por partes hostis para semear dúvidas sobre as posições do Hamas", disse à agência de notícias AFP o porta-voz do Hamas, Fawzi Barhum.

Nesta quarta (31), Israel rejeitou iniciativas internacionais em favor de um cessar-fogo na região. Um alto representante israelense afirmou que havia sido decidida a continuidade das operações militares na Faixa de Gaza. "O gabinete de segurança decidiu seguir adiante com a ofensiva lançada sábado contra o Hamas", disse a fonte.

Hoje, em um ataque aéreo, Israel matou o líder político do Hamas Nizar Rayyan e mais quatro pessoas, incluindo membros de sua família, informou o movimento. Rayyan era declaradamente um defensor de novos ataques suicidas contra o Estado judaico. Desde que a ofensiva de bombardeios começou no sábado, Israel focou principalmente os comandantes mais importantes do Hamas, mas não seus líderes políticos.

Também neste primeiro dia de 2009 e sexto de conflito, aviões israelenses atacaram prédios do governo na Faixa de Gaza. Autoridades médicas palestinas afirmaram que três civis foram mortos e 100 pessoas ficaram feridas. De acordo com o Hamas, as sedes dos ministérios da Educação e dos Transportes foram praticamente destruídas. O Parlamento palestino foi também atingido, segundo o grupo.

O Hamas disparou mais foguetes contra os israelenses. Os alvos foram as cidades de Beersheba, Ashdod e Ashkelon. Ainda não há relatos sobre vítimas.

Tropas e tanques israelenses se concentram perto da fronteira do território controlado pelo Hamas. O jornal Haaretz publicou nesta quinta que os militares de Israel recomendaram uma ação terrestre em grande escala, mas de curta duração, contra a região.

Diplomatas dizem que o mais sangrento conflito na Faixa de Gaza em quatro décadas pode ficar ainda pior. Até agora, os ataques aéreos israelenses mataram pelo menos 399 palestinos, um quarto deles, segundo dados das Nações Unidas, era formado por civis. Mais de 1.700 ficaram feridos.

"Só o Começo"
A França declarou que receberia a ministra do Exterior de Israel, Tzipi Livni, nesta quinta, e uma autoridade israelense disse que o presidente francês, Nicolas Sarkozy, planejava uma visita a Jerusalém nesta segunda (5).

Uma rádio israelense descreveu a mobilização das tropas do país na fronteira da Faixa de Gaza, posicionando-se para uma possível ofensiva terrestre. "Isso é só o começo", afirmou o vice-ministro da Defesa, Matan Vilnai, a uma rádio.

"Estamos operando agora com o objetivos que dissemos no início, nada mudou. O objetivo é levar um grande prejuízo ao Hamas. O grupo já está ferido", complementou ele. O vice-ministro disse que Israel insiste que os todos os ataques a foguete de Gaza cessem.

Os ataques a Gaza, iniciados depois do fim de uma trégua de seis meses, podem afetar o resultado das eleições em Israel, marcadas para 10 de fevereiro. Uma pesquisa publicada no diário Haaretz mostra que 52% dos israelenses defendem os ataques a Gaza. Apenas 20% querem um cessar-fogo.

Situação em Gaza
Na Faixa de Gaza, o estoque de alimentos é reduzido, e há apagões. Os hospitais têm dificuldades para atender o grande número de feridos. Israel afirmou que vai manter a permissão para a entrada de ajuda humanitária em Gaza. Nesta quinta, mais de 90 caminhões com comida e remédios atravessaram para o território.

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