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03/12/2009 - 17:15 (atualizada em 04/12/2009 14:38)

Greenpeace: opinião pública mudou proposta grandes países

Líderes mundiais sinalizam menor resistência ao corte de emissões por conta da popularização do debate, aponta Sérgio Leitão

Clarice Sá
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Ação do Greenpeace, em junho, na cidade de Rostock, Alemanha
Ação do Greenpeace, em junho, na cidade de Rostock, Alemanha

A popularização das preocupações com as mudanças climáticas pressionou países influentes a incrementarem as propostas para reduzir a emissão de carbono, na avaliação do ambientalista Sérgio Leitão, diretor de campanhas do Greenpeace Brasil. Os projetos serão apresentados na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15).

Leia também: Xico Graziano vê enrolação em Copenhague
Veja o site oficial da Cop-15 (em inglês)

O encontro reunirá líderes de pelo menos 98 nações entre os dias 7 e 18 de dezembro, em Copenhague, na Dinamarca. Eles discutirão um novo acordo climático para suceder o Protocolo de Kyoto, que expira em 2012.

A postura aparentemente refratária dos países em relação às negociações deu sinais de dissolução nas semanas que antecedem o encontro. Leitão atribui a mudança à “pressão da opinião pública em todos os países e à percepção que todos os líderes têm de que essa questão está na mesa das pessoas e faz parte das preocupações da sociedade.”

Entre os sinais de mudanças estão a confirmação da presença do presidente americano, Barack Obama, e do presidente chinês, Hu Jintao, líderes dos dois maiores emissores de gases estufa.

Além disso, a China anunciou que pretende reduzir de 40% a 45% as emissões de dióxido de carbono por unidade de Produto Interno Bruto (PIB) até 2020, em relação aos índices de 2005. Os Estados Unidos vão propor um corte de 17%. A Índia divulgou um plano de ação com queda de 20% a 25%.

Leitão diz que as propostas apresentadas trazem otimismo para um acordo, mas pondera que ainda falta definição de medidas concretas. “Ninguém ainda colocou na mesa o número exato da sua contribuição”, afirma. Ele acredita que os países ainda não apresentaram propostas compatíveis com o que realmente podem oferecer. “As cartas que estão na mesa ainda não são as cartas reais que vão decidir a partida.”

O ambientalista afirma que mais pressão ainda é necessária para que haja transparência nos debates. “O que vai resultar de Copenhague vai depender fundamentalmente desse processo, que acontece desde o fim de outubro, se intensificar na reunião.”

As discussões para o encontro têm emperrado em divergências sobre as reduções nas emissões de carbono e a verba destinada para ajudar países em desenvolvimento a cortar suas os gases de efeito estufa.

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