BAGDÁ (Reuters) - Uma corte iraquiana ordenou neste domingo a libertação de um fotógrafo freelancer que trabalhava para a agência de notícias Reuters e está sob custódia das forças norte-americanas desde o início de setembro.
A corte criminal central iraquiana determinou que não há evidências contra Ibrahim Jassam Mohammed, ordenando que o Exército dos EUA o liberte da prisão de Camp Crooper, perto do aeroporto de Bagdá.
Promotores iraquianos afirmaram em comentários incluídos na determinação do tribunal que não havia evidências, dizendo que o caso contra Jassam está sendo fechado. Uma cópia do decreto foi disponibilizada à Reuters.
Não houve resposta imediata ao decreto por parte do Exército norte-americano.
Sob um acordo de segurança estabelecido entre os Estados Unidos e o Iraque, os prisioneiros sob custódia das forças norte-americanas, que são entre 16.000 e 17.000, deverão ser libertados no ano que vem, se não forem acusados, ou entregues às autoridades iraquianas. O pacto abre caminho para as forças dos EUA se retirarem do Iraque até o final de 2011.
"Estou feliz de saber que uma corte ordenou a soltura de Ibrahim Jassam, já que não havia evidências contra ele", disse o editor-chefe da Reuters News, David Schlesinger.
"Espero que as autoridades norte-americanas cumpram a ordem rapidamente para que ele se reúna com seus colegas, amigos e família".
Jassam foi detido no início de setembro em uma incursão de forças iraquianas e norte-americanas em sua casa em Mahmudiya. Seu equipamento fotográfico também foi confiscado. Jassam também trabalha para outros veículos iraquianos além da Reuters News.