“Basta ver a sobrevivência e mesmo florescência de outros regimes autointitulados comunistas na China e no Vietnã, por exemplo”, ressalta Angelo Segrillo, professor de história contemporânea da Universidade de São Paulo (USP) e autor de livros sobre o declínio da URSS.
Distantes da influência da Europa ocidental, há nações que se autodenominam comunistas duas décadas após a destruição da barreira alemã - caso também de Cuba e Coreia do Norte.
Segrillo explica que esses países "têm regimes que se diferenciam em diversos aspectos (étnicos, políticos, culturais, etc.) daqueles do Leste europeu, estão mais longe (fisicamente) da competição ideológica e econômica direta com a Europa ocidental vizinha. Isso lhes permitiu uma sobrevida, que pode se revelar mais ou menos duradoura".
Como é a sobrevida A China iniciou um processo de abertura econômica que lhe rendeu entre 1980 e 2000 cerca de meio trilhão de dólares em investimentos diretos externos. Um símbolo da integração do país com o mundo globalizado foi a realização das Olimpíadas de Pequim, em 2008.
Mas os chineses ainda vivem sob severo controle de informação – a internet é intensamente vigiada - e enfrenta acusações de violações aos direitos humanos. Essa situação também se aplica a Cuba e ao Vietnã. Um dos exemplos cubanos é o blog "geração Y", o mais lido do país, que já foi bloqueado e cuja autora, Yoani Sánchez, não pode viajar para o exterior.
Na economia, o Vietnã segue também os passos da China, com estímulo à entrada de capital estrangeiro desde a década de 90, incremento do PIB e o estabelecimetno de relações diplomáticas com os Estados Unidos.
A Coreia do Norte, em contrapartida, cultiva o isolamento econômico e cultural e vive em constante tensão com o mundo ocidental por conta de seus testes nucleares. Regido firmemente pelas mãos do ditador Kim Jong-Il, o país mais fechado do mundo sobrevive às custas da miséria do povo. Leia mais notícias de Mundo Leia mais notícias sobre o Muro de Berlim