O número de mortes causadas pelo terremoto de terça-feira (quarta, 14, em Brasília) na região montanhosa da província de Qinghai, na China, subiu para 760, segundo dados da agência de notícias estatal Xinhua.
Ainda segundo a agência, 243 pessoas estão desaparecidas e 11.477, feridas, das quais 1.174 em estado grave. A magnitude do pior tremor foi de 6.9 graus, segundo avaliação dos Estados Unidos, e de 7.1, segundo a agência geológica da China.
Sobreviventes atordoados vagavam pelas ruas empoeiradas da cidade de Jiegu, sede do governo de Yushu, onde equipes humanitárias estimaram que entre 70% e 90% das casas de madeira e barro desabaram.
"Não há nada para comer. Estamos apenas bebendo água", disse Zhaxi Zuoma, 32, que está acampado com outras milhares de pessoas num campo rochoso. Eles pediram a um repórter que trouxesse comida no dia seguinte.
Veículos de resgate levam 12 horas da capital da província à região montanhosa, que ainda sofria com tremores. A altitude elevada tem deixado membros das equipes com falta de ar ou doentes. Até os cães farejadores foram afetados.
Como a situação das estradas é difícil, oficiais afirmaram que não são necessárias mais equipes de resgate estrangeiras e alertaram voluntários contra se dirigirem à região, devido ao acesso e recursos limitados.
Autoridades disseram que comida, roupas, cobertores e barracas são prioridade, mas a prestação de socorro está sendo retardada pelas dificuldades de transporte da única estrada entre a capital da província e o pequeno, e agora atarefado, aeroporto. A Xinhua disse que cerca de 550 feridos seriam levados a cidades maiores para tratamento.