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15/12/2009 - 17:53 (atualizada em 16/12/2009 16:00)

Brasil vira peça-chave da crise política em Honduras

Presidente deposto é hóspede da embaixada brasileira desde 21 de setembro e só deve deixar o local em janeiro

Da Redação, com "Veja" e agências
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Zelaya volta a Honduras e se abriga na embaixada brasileira
Zelaya volta a Honduras e se abriga na embaixada brasileira

O Brasil virou peça-chave na crise política de Honduras ao abrigar o presidente deposto Manuel Zelaya. Expulso do país em 28 de junho, Zelaya surpreendeu o governo interino do país e autoridades internacionais ao chegar à embaixada no dia 21 de setembro, após duas tentativas fracassadas de retorno.

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O líder deposto recebeu forte apoio do governo brasileiro. O próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que ele poderia se hospedar pelo tempo que quisesse. E se hospedou. Com as negociações emperradas, Zelaya deve sair apenas depois da posse do presidente eleito, Porfírio Lobo, em 27 de janeiro.

Honduras é um país de pouco mais de 7,2 milhões de habitantes. Fica na América Central, entre a Guatemala e a Nicarágua.

O presidente Manuel Zelaya planejava, desde março de 2009, uma consulta pública não oficial marcada para o dia 28 de junho, na qual a população diria se apoiaria uma mudança na constituição do país para permitir a reeleição do presidente da República.

Atualmente, o presidente só pode ter um mandato de quatro anos. Se os eleitores apoiassem a medida, um referendo para decidir sobre a convocação de uma constituinte seria agendado para a mesma data da eleição presidencial, marcada para novembro.

Alguns críticos do governo alegam que Zelaya tramava a própria reeleição, mas ele nega a possibilidade justificando que a assembleia constituinte não teria tempo hábil de reescrever a carta magna do país antes do fim do seu mandato, em janeiro de 2010, o que inviabilizaria sua candidatura à reeleição.

No entanto, como a Carta daquele país prevê, explicitamente, que qualquer ocupante de cargo executivo que promover a mudança da Constituição para permitir reeleições, a Corte Suprema e o Congresso foram contrários ao referendo, advertiiram seguidamente Zelaya sobre a ilegalidade de seus atos e, consquentemente, decidiram pela deposição e prisão do presidente.

Além de Zelaya, foram detidos oito ministros, entre eles a ministra dos Negócios Estrangeiros, Patrícia Rodas, e o secretário particular do presidente, Eduardo Enrique Reina. Em seguida, Zelaya foi retirado de sua casa, no meio da madrugada, ainda de pijamas, e mandado de avião para a Costa Rica.

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