LONDRES (AFP) - A Anistia Internacional, organização de defesa dos direitos humanos, exortou o Conselho de Segurança da ONU, nesta segunda-feira, a realizar "uma ação firme e decisiva frente à situação cada vez mais grave na Faixa de Gaza e no sul de Israel".
"As vítimas civis e a destruição de Gaza alcançam um nível sem precedentes. O Conselho de Segurança da ONU não deve permanecer silencioso. O Conselho pode e deve agir e deve fazê-lo sem esperar mais", afirmou o diretor da Anistia para o Oriente Médio, Malcolm Smart.
"Cada vez mais, há uma maior preocupação com a segurança das populações civis da região, em especial com o 1,5 milhão de palestinos presos na Faixa de Gaza e que enfrenta uma crise humanitária crescente", insistiu o diretor, em uma nota.
"O Conselho de Segurança da ONU tem uma responsabilidade-chave para ajudar a que as partes em conflito respeitem os direitos humanos e o Direito Internacional. O Conselho deve imperativa e urgentemente adotar uma resolução dura, condenando os ataques contra civis, tanto de Israel quanto do Hamas, e exigindo que cessem imediatamente", acrescentou Smart.
A ONU deve "fazer um apelo a Israel para que suspenda as restrições de passagem da ajuda humanitária" e de jornalistas para a Faixa de Gaza, assim como para que "contemple o envio de observadores internacionais", completou o diretor da Anistia, que tem sede em Londres.
Os Estados árabes deram início, nesta segunda, a uma ofensiva diplomática para apresentar ao Conselho de Segurança um novo projeto de resolução, após o fracasso de um texto, no sábado à noite, principalmente por causa da oposição dos EUA.
O novo projeto de resolução poderá ser adotado a partir de terça-feira, em uma reunião do Conselho, em nível ministerial.