Bélgica quase paralisada por greve convocada pela queda do poder aquisitivo
France Presse
BRUXELAS (AFP) - A Bélgica está praticamente paralisada nesta segunda-feira por uma greve de "advertência" para protestar contra a queda do poder aquisitivo, com um alto percentual de adesão nos serviços públicos e na indústria.
Apesar da greve não ser geral, o movimento convocado pelos sindicatos CSC (cristão), FGTB (socialista) e CGSLB (liberal) afetaba amplamente Bruxelas e as outras grandes cidades da Bélgica, como Antuérpia e Bruges em Flandres (norte), ou Charleroi e Liege na Valônia (sur).
Em Bruxelas, sede das principais instituições da União Européia (UE), os bondes e o metrô praticamente não funcionavam nesta segunda-feira.
O correio belga e as administrações públicas estavam fechados, enquanto os trabalhadores das grandes fábricas como Audi (automóveis) ou Sonana (aeronáutica) cruzaram os braços.
A alta dos preços ao consumidor atingiu 5,46% em setembro na Bélgica.