Uma semana após enviar representação ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), a Portuguesa acionou a FIFA sobre a suposta escalação irregular do atacante Bruno Cazarine, do Guarani, durante o Campeonato Brasileiro da Série B desse ano.
Os rubro-verdes alegam que o atleta infringiu o 3 parágrafo do Artigo 5 do Regulamento de Transferências da FIFA, que veta três transferências de um jogador na mesma temporada. Só são abertas exceções quando os países envolvidos na transação não adotam o mesmo calendário. Entretanto, Brasil e Coréia do Sul seguem o mesmo esquema temporal para suas principais competições futebolísticas.
O jogador teria sido inscrito pela Chapecoense-SC em janeiro deste ano, onde permaneceu até maio. Transferiu-se, então, para o Gyeongnam, da Coréia do Sul, onde ficou em junho e julho. Em agosto fez sua terceira e última transação, justamente para o Guarani.
Em entrevista por telefone, o assessor jurídico da Portuguesa, Giuseppe Faggotti, esclareceu a situação. "Na semana passada, a CBF nos deu um parecer contrário, dizendo que o jogador está regular e que tem problemas na competição. Mas eles estão tirando o foco da nossa queixa, porque o jogador foi colocado a disposição do clube de modo irregular e isso não pode aconteceu", justificou.
"Como o artigo infringido é um oficial da FIFA, pedimos uma consulta específica deles para esse caso, apresentando toda a documentação envolvida".
O assessor mostrou total confiança nos argumentos usados pela Lusa no caso, lembrando que o clube só quer que a justiça seja feita. "Temos convicção de que o Guarani utilizou o jogador irregularmente e vamos até o final desse caso, sem dúvidas", finalizou.
Por outro lado, o coodenador de futebol do Guarani, Wilson Coimbra, mostrou-se tranquilo em relação ao caso. "Nós tivemos um parecer favorável da CBF e do STJD, que não acatou à situação de ilegalidade do jogador. Ele está totalmente regular, não temos que nos manifestar publicamente em relação a algo que não existe", declarou. "Se o STJD julgasse a representação correta, teríamos que contratar um advogado. Isso não ocorreu. O procedimento será o mesmo em relação à FIFA. Vamos aguardar os acontecimentos e, se preciso, tomaremos as providências cabíveis".