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09/02/2012 - 13:59

Derrota na Libertadores piora ambiente e evidencia crise no Vasco

Gazeta Press
A derrota para o Nacional do Uruguai, na noite de quarta-feira, foi a primeira do Vasco na temporada. Jogando em São Januário, diante de seus torcedores, o alvinegro foi dominado a maior parte do tempo e acabou perdendo por 2 a 1.

O mau resultado evidenciou alguns problemas internos que estavam sendo mascarados pelas quatro vitórias iniciais no Campeonato Carioca, diante de rivais de pouca expressão: Americano, Duque de Caxias, Bangu e Friburguense.

O atraso salarial e na premiação gerou o fim do regime de concentração, com os atletas indo diretamente de suas casas para o jogo. Sem pagar em dia, o clube se viu obrigado a aceitar a determinação dos atletas, liderados pelos mais experientes, como Juninho Pernambucano, Felipe e Alecsandro.

O técnico Cristóvão Borges assegura que atrasos jamais aconteceram e que o grupo é muito comprometido com o clube, fato que pode ser notado pelo empenho nos treinos. Porém, o treinador acredita que o futebol brasileiro não está preparado para este sistema sem concentração, comum na Europa.

Uma prova de que o regime de concentração é visto como fundamental no clube é que ele deverá ser retomado quando os vencimentos dos jogadores forem colocados em dia. Além disso, caso Rodrigo Caetano, ex-gerente de futebol, ainda estivesse em São Januário, dificilmente esse modelo proposto pelos jogadores teria sido aceito.

A derrota diante dos uruguaios deixou evidente que nem mesmo o relacionamento entre a comissão técnica e os jogadores, que antes era motivo de orgulho na Colina, continua o mesmo.

A fragilidade do elenco se tornou evidente, com Eder Luis lesionado, o Vasco se tornou um time sem muita velocidade no ataque, com Diego Souza tendo que se desdobrar para chegar em Alecsandro. A própria escalação de Felipe e Juninho Pernambucano, dois veteranos, juntos, foi criticada por parte da imprensa carioca. Mas Cristóvão Borges não vê problemas nisso.

'Com as peças que tinha para esta partida, acredito que escolhi o certo, optando pelo toque de bola em detrimento da marcação sob pressão, que é nosso forte, mas que era inviável', disse Cristóvão.

Na lateral direita ficou claro que sem Fagner, suspenso, não há peça de reposição, já que Max, o escolhido, ainda é jovem e acabou sendo substituído no intervalo. A ausência de um reserva vinha sendo suprida pelo meia Allan, que costuma ser improvisado. Mas o apoiador foi vetado pelo departamento médico, o que obrigou Cristóvão a usar Max.

Apesar do mau resultado na estreia e dos problemas internos, o treinador do Vasco acredita que dias melhores virão e que não tem motivos para se sentir pressionado no cargo.

'Sei que o torcedor vaiou e ele está no direito dele, pois o time não apresentou o que poderia. Mas não me sinto pressionado por conta disso e acredito que os bons resultados voltarão', afirmou o treinador.

A primeira possibilidade de reação acontecerá neste domingo, quando o Vasco encara o primeiro clássico do ano, diante do Fluminense, às 19h30 (de Brasília), no Engenhão, pela sexta rodada do Grupo A da Taça Guanabara. Neste jogo, um simples empate será suficiente para garantir o Cruzmaltino nas semifinais. A escalação para o duelo contra o Tricolor deverá ser definida apenas nesta sexta-feira, pois a quinta foi de trabalho bem leve para o plantel.

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