A vitória por 3 a 1 e a atuação do São Paulo diante da Ponte Preta, no último domingo, agradaram em cheio ao técnico Emerson Leão e o convenceram de que a formação do meio-campo em losango é a melhor pedida para o momento do clube, que divide a liderança do Campeonato Paulista com Paulista de Jundiaí e Corinthians.
Com Wellington, Cícero, Maicon e Jadson formando o meio-campo, Lucas mais adiantado e Willian José como referência, o Tricolor foi eficiente na troca de passes, nos lançamentos e nos arremates a gol. Portanto, a fórmula será repetida e os 'velocistas' Fernandinho e Osvaldo permanecerão no banco de reservas até segunda ordem.
O ex-jogador do Ceará, inclusive, foi regularizado na segunda-feira, mas passou semanas sendo pretendido para formar dupla de ataque com Luís Fabiano, sendo o próprio Osvaldo o 'fornecedor' e Fabuloso o artilheiro. Contra o Comercial, na quinta-feira, nem um dos dois começará jogando, já que o camisa 9 está lesionado.
'Osvaldo está apto para o banco e foi convocado. Ele se apresentou cinco ou seis quilos abaixo do peso, mas já adquiriu quatro, no mínimo. Está entrando na rotina do trabalho, que é a melhor coisa, mas eu não estou preocupado onde ele vai jogar. Meu objetivo é prepará-lo para jogar, porque não existe titular ou reserva fixo no São Paulo', avisou Emerson Leão.
Na opinião do treinador, o único jogador 'fixo' é o que não tem substituto no elenco e o Tricolor está trabalhando em 2012 para que todos tenham um suplente à altura, inclusive Lucas, que será o titular da posição de Osvaldo: 'Tudo é possível. Hoje está dando certo assim, então vamos apostar'.
O grande objetivo do São Paulo foi traçado no início do ano e consiste em não dar dor de cabeça para o técnico Emerson Leão: se o time estiver vencendo por 1 a 0 uma partida e precisar de força para aumentar a vantagem, o treinador tem a opção de olhar para o banco de reservas e escolher de olhos fechados.
'A reformulação foi iniciada e vai continuar dentro do São Paulo. É um fluxo muito grande, muitos vêm e outros vão. Isso me dá a oportunidade de escalar vários atletas sem medo de ganhar. Às vezes você ganhando de 1 a 0 e sente medo de trocar para resolver a partida. Estou aqui para despachar esse medo e montar um grupo de bom nível', encerrou o técnico do São Paulo.