Segundo o candidato Pedro Simacek, "a Unicamp não perdoa"
O segundo dia de provas da segunda fase da Unicamp foi marcado pelo calor, pelo menos na cidade de São Paulo. Com temperaturas que chegaram a 34 ºC, os vestibulandos fizeram as avaliações de química e história, que consideraram difícil e fácil, respectivamente.
“A prova de história estava fácil, bem mais tranqüila do que a da Fuvest”, disse Caroline Caleguari, 19, que tentava o curso de estatística. Segundo ela, para se responder o primeiro item das questões só era necessário interpretação de texto. O resto, com um mínimo de conhecimento da matéria, podia ser respondido sem grandes problemas. Já na prova de química, a confiança da candidata se esvaiu. “Para mim a prova estava muito difícil. Acho que deu pra fazer pouca coisa”, admitiu Caroline.
Marcelo Orefice, 17, concordou com as afirmações de Caroline. O vestibulando do curso de gestão de políticas públicas desdenhou a prova de história, mas quando o assunto foi o exame de química, a confiança não era a mesma. “Química estava bem difícil, bastante cálculo e pouco interpretação de texto”, confessou Marcelo.
Até a treineira Jessica Andrade, 17, comentou, com um sorriso no rosto, sobre a facilidade da prova de história. Ela e Emerson Fernando, 19, que tentava uma vaga no curso de ciências da terra, falaram sobre a facilidade com que fizeram o exame de história. “Só com o conhecimento adquirido até o segundo ano do ensino médio deu para ir muito bem”, disse Jessica. Emerson concordou e afirmou que a prova estava muito bem elaborada e abrangente. Na hora de falar da prova de química o tom mudou. “Química estava complicado, devia ter estudado muito mais”, reclamou Emerson. Jessica estava ainda mais insatisfeita com seu desempenho: “Não deu para fazer quase nada da prova, resolvi poucas questões”.
Um dos únicos confiantes na prova de química foi Pedro Simacek, 18, que disputava uma vaga no curso de engenharia da automação. Vestindo uma camiseta da olimpíada de química do Objetivo, nem mesmo ele achou a prova fácil, mas estava seguro de seu desempenho. “Acho que fui bem, mas os cálculos das questões estavam bem complicados. A Unicamp não perdoa”.