São Paulo - A Vale fracassou em sua tentativa de comprar o controle da Paranapanema. A oferta pública de aquisição (OPA) das ações dos minoritários não atingiu a adesão mínima estipulada pela mineradora, de 50% do volume mais uma ação. Com isso, a companhia não comprou nenhuma ação da Paranapanema.
Inicialmente, a Vale ofereceu R$ 6,30 por ação da Paranapanema - que havia fechado o pregão de terça-feira da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) cotada a R$ 6,15. Posteriormente, a oferta foi elevada para R$ 6,45 e chegou a R$ 6,75. Mesmo assim, não houve adesão suficiente. Segundo informações da BM&FBovespa, o número de ações colocadas à venda por esse preço foi de 121.998.447, configurando uma adesão de 38,38% do capital, abaixo do estipulado pela Vale.
O interesse da Vale pelos ativos da Paranapanema é antigo. Em 2008, a mineradora chegou a confirmar negociações para arrematar o principal ativo da companhia: a Caraíba Metais, que respondia sozinha por 70% do faturamento da Paranapanema. O negócio, porém, não saiu do papel e a Caraíba acabou incorporada à Paranapanema em 2009.
O fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil (Previ) é hoje o maior acionista da companhia, com 24% do capital, seguido pelo braço de participações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que tem 17%, e pelo fundo de pensão dos funcionários da Petrobras (Petros), com 12%. Os fundos também têm participação relevante na própria Vale, o que levou alguns minoritários a questionarem a oferta, alegando conflito de interesse. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.