Após abrir em alta as operações desta quarta-feira (19), a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) voltou a cair no início da tarde e segue oscilando. Por volta das 14h30, o Ibovespa, principal indicador das negociações, desvalorizava 1,23%, aos 33.675 pontos. Na terça-feira, o índice fechou em forte queda de 4,54%.
No mesmo horário, o dólar subia 1,94%, cotado a R$ 2,37. É o terceiro dia consecutivo que a moeda norte-americana valoriza: na terça-feira, havia fechado em R$ 2,325, com alta de 2%.
Na Bolsa, as ações que mais subiam eram Telemar (4,83%), Tran Paulist (4,46%), Brasil Telec (3,42%), Gol (3,17%) e Eletropaulo (3,11%). As que estavam em queda eram Usiminas (-6,04%), Cosan (-5,82%), Gerdau (-5,3%), Usiminas PNA (-5,29%) e BMF Bovespa (-3,7%).
O mercado financeiro ficou ainda mais pessimista nesta quarta, após o anúncio de que o índice de preços norte-americano teve a maior deflação dos últimos 61 anos. Além disso, investidores repercutem o temor do setor automobilístico nos Estados Unidos perante a crise. Nesta terça, diretores de montadoras pediram ajuda financeira ao governo. O caso mais grave é da Toyota, que anunciou uma interrupção na produção por dois dias.
Por conta disso, as bolsas européias têm oscilado desde a abertura, enquanto a maioria das bolsas asiáticas fechou as operações em queda. Em Wall Street, a expectativa fica por conta da divulgação da ata do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), sobre a última reunião do órgão, em outubro, quando a taxa de juros do país foi reduzida de 1,5% para 1%.
No Brasil, a notícia de que o índice desemprego no país caiu para 7,5%, o segundo menor patamar em seis anos, pode acalmar os investidores e evitar que o Ibovespa feche novamente em queda.