São Paulo - O último pregão de julho na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) começou em baixa com os investidores digerindo o resultado da primeira prévia do Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano do segundo trimestre. O PIB veio melhor do que o esperado pelos analistas, mas a abertura dos números não agradou muito. Às 10h10, o índice Bovespa (Ibovespa) caía 0,27%, a 54.328 pontos, enquanto em Nova York os índices futuros de ações passaram para o lado negativo.
O PIB do segundo trimestre dos Estados Unidos teve contração anualizada de 1%, menor do que a estimativa de dos analistas de -1,5%. Segundo fontes de mercado, os dados referentes a gastos de consumo pessoal vieram mais fracos do que o imaginado, registrando queda de 1,2%. Não está descartada, no entanto, uma melhora do mercado no decorrer do dia. Só depois da abertura do pregão regular em Nova York será possível ter uma noção exata do que será o dia de hoje na Bovespa, dizem os analistas. Tudo vai depender de como o mercado vai interpretar os números do PIB.
Se prevalecer uma leitura positiva do resultado do PIB, de abrandamento da recessão, a Bovespa terá espaço para testar novamente os 55 mil pontos, nível superado ontem durante o dia. Caso contrário, a Bolsa pode até recuar em direção aos 53 mil pontos.
A continuidade do movimento de alta dos metais no exterior favorece a Bovespa hoje. A maior parte dos metais básicos negociados em Londres bateu a máxima do ano hoje, com investidores reagindo a indicadores macroeconômicos positivos divulgados na Europa e bons lucros anunciados pelas companhias.
O petróleo, que ontem fechou em alta de quase 6% em Nova York, refletindo o aumento na confiança do investidor em uma recuperação econômica mais rápida, hoje opera sem direção definida. Do lado corporativo, o destaque é Embraer, que ontem à noite divulgou lucro líquido consolidado de R$ 466,9 milhões, alta de 30,96% ante o mesmo intervalo de 2008.