Mallu Magalhães e Marcelo Camelo prepararam um show exclusivo para a festa de três anos da revista “Rolling Stone” Brasil, mas a falta de interesse do público, que não parava de conversar, irritou o casal que acabou encurtando sua primeira apresentação completa juntos, na noite de quinta-feira (22) no Bourbon Street, em São Paulo.
Acompanhados do grupo paulista Hurtmold, Mallu e Camelo tocaram algumas composições inéditas feitas em conjunto como “Nem Fé, Nem Santo”, e canções do primeiro álbum solo do ex-Los Hermanos, como “Mais Tarde”, “Tudo Passa” e “Vida Doce”.
Logo no começo do show Mallu Magalhães mostrou-se impaciente com o volume da conversa do público, já Camelo apenas tentava acalmar a namorada. A cada final de música o vocalista falava coisas ao pé do ouvido da garota, que sempre respondia com cara de quem comeu e não gostou.
Mallu e Camelo chegaram a pedir pro pessoal maneirar na conversa, dizendo que tinham preparado um show especial, que a cantora havia interrompido as gravações de seu segundo CD para ensaiar, no melhor estilo João Gilberto.
Marcelo Camelo ainda tentou remediar a situação, mas não teve jeito, Mallu estava muito irritada. O vocalista ainda avisou que eles iriam encurtar o show, para que todos pudessem curtir a festa, inclusive eles.
Em seguida eles fecharam o show com duas canções do Los Hermanos: “Morena” e “Além do que se vê”, esta segunda com direito a dancinha apaixonada do casal ao som do Hurtmold.
Som alto
Sabendo que o público estava mais preocupado em conversar e beber do que assistir os shows, os cuiabanos do Macaco Bong colocaram o som no talo e acabaram roubando a cena da festa.
Liderados pelo incendiário guitarrista Kayapy, o power trio cuibano apresentou canções de seu primeiro disco, “Artista Igual Pedreiro” (2008), mas foram as versões instrumentais de The Presidents of the United States of America, Morphine e Nirvana que conseguiram chamar a atenção do público.
Muita gente dançou ao som do rock instrumental do Macaco Bong, que sem falar nada, conseguiu abafar as conversas paralelas do público.