Diversão
20/04/2009 - 16:10 (atualizada em 20/04/2009 16:17)

Gloria estreia por grande gravadora e tenta mudar mentalidade das rádios brasileiras

Grupo paulistano aposta na vertente mais pesada do emo, o screamo, para seguir os passos dos amigos (e companheiros de Arsenal Music) do NX Zero

Bruno Dias
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Gloria aposta em rock pesado para invadir as rádios
Gloria aposta em rock pesado para invadir as rádios

Após lançarem dois discos independentes, os paulistanos do Gloria lançam seu primeiro trabalho por uma grande gravadora, a Arsenal Music de Rick Bonadio, e tentam mudar a mentalidade das rádios brasileiras com som pesado.

Da mesma geração de NX Zero, que inclusive possui um ex-membro do Gloria, o guitarrista Gee Rocha, o grupo conquistou seu espaço na internet apostando na vertente mais pesada do emo, o screamo. “Já ouvi falarem que nós somos o NX Zero do capeta”, diverte-se o vocalista Mi.

Alguns fãs da fase independente do grupo podem estranhar um pouco o álbum “Gloria”, devido a inserção de elementos como teclados e programações, e a produção de Rick Bonadio e Paulo Anhaia, que deram uma “amaciada” na sonoridade da banda. “Quando entramos em estúdio o CD já estava pronto, gravamos em duas semanas. Os berros estão mais nítidos, antes era uma parada mais grind core, um amadurecimento na banda. No show é a mesma pegada pesada. Já estamos com outra sintonia, mais coesa e pesada”, revela Mi.

Para gravar o primeiro disco pela Arsenal o grupo de Mi, Elliot (voz e guitarra), Peres (guitarra), Fil (bateria) e Johnny (baixo), contou com ajuda de antigos companheiros como o Gee, do NX Zero, Tavares, do Fresno, e dos compositores Rodrigo Koala (CPM 22 e Hateen) e Marlos Vinicius (da banda Nueva, da ex-BBB9 Josi). “O Gee que fez ‘Asas Fracas’, ele foi do Gloria por quatro anos. Sou fã do Koala há mais de 10 anos, era um sonho ter ele compondo pra minha banda”, explica Mi.

A intenção do Gloria, além de viver da música e fazer sucesso, é tentar mudar o comportamento das rádios brasileiras que costumam torcer o nariz para o rock pesado. Até uma versão mais “light” de “Agora é Minha Vez” foi enviadas às emissoras, mas se depender de Mi, esta será a primeira e última vez que isso acontece. “As rádio hoje em dia tem um padrão e por isso chegamos a fazer uma versão para tocar, pois tem o tabu do peso. Já ‘Tudo outra vez’ (segundo single) tem uma pegada diferente”.

De 14 de abril a 15 de maio, quem comprar o álbum do Gloria na rede de lojas Fnac ganhará o direito de assistir ao show de lançamento do disco no Hangar 110, em São Paulo. “É só guardar a nota fiscal do CD para ter direito a assistir o show no dia 4 de junho”.

Homônimo no samba

Quem colocar o nome “banda Gloria” em sites de busca, na intenção de ouvir o screamo de Mi e companhia, pode se deparar com a Banda Glória, uma big band com 15 anos de carreira que toca samba e chorinho na noite paulistana.

Para Mi, a coincidência nunca afetou o grupo. “Nunca rolou nada e se precisar conversar [sobre uma possível mudança de nome], vamos conversar”. O vocalista do Gloria, sem o “banda” antes do nome, se divertiu com a hipótese de seus fãs errarem de show. “Imagina uma molecada de preto aparecer no show dos caras? São duas coisas totalmente diferentes”. 

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