
“Chinese Democracy”, que chega às lojas de todo o mundo no próximo dia 25, foi marcado por excessos de Axl, que incluíram várias datas de lançamento anunciadas, 14 estúdios diferentes, milhões em custos, e a entrada e saída de músicos: Slash (guitarra), Duff McKagan (baixo), Matt Sorum (bateria) e Izzy Stradlin (guitarra), deixaram a banda. Para se ter idéia, cinco guitarristas aparecem nos créditos do disco: Robin Finck, Buckethead, Paul Tobias, Ron "Bumblefoot" Thal e Richard Fortus.
Tudo isso fez do álbum um dos lançamentos mais aguardados da música pop e o primeiro de músicas inéditas desde “Use Your Illusion I e II”, de 1991, já que “The Spaghetti Incident?”, de 1993, era um disco de covers.
O disco, que contou co-produção de Caram Costanzo (engenheiro de som de bandas como Rage Against the Machine e Pearl Jam), começa de forma misteriosa com “Chinese Democracy”, que traz uma introdução eletrônica de quase um minuto seguida por um riff que mais parece ter sido tirado da abertura de “Barrados no Baile”. A voz de Axl é que assusta no início, duplicada e cheia de efeitos.
A faixa “Shackler’s Revenge”, que foi lançada no jogo “Rock Band 2”, em nada se parece com o Guns N’ Roses clássico. A música mais pesada do disco remete bandas de rock industrial e nu-metal da década de 90 como White Zombie e Static-X. “Better”, que vem logo em seguida, é um dos poucos momentos onde Axl acerta a mão em sua tentativa de atualizar o som da banda.
Uma característica presente em “Chinese Democracy” são as introduções eletrônicas, que soam na maioria das vezes datadas. Elas aparecem e logo são seguidas por explosões de guitarras, enganando os ouvintes. Exemplos disso podem ser percebidos em “There Was A Time” e “Riad N’ The Bedouins”.
Os pontos altos de “Chinese Democracy” estão justamente nos momentos onde Axl consegue dosar a modernidade eletrônica e resolve soar como nos áureos anos do Guns: em “I.R.S.”, na balada movida a piano “This I Love” (com direito a gritinho rouco de Axl), e na pop “Prostitute”.
Ao chegar ao fim de “Chinese Democracy” a impressão que se tem é que Axl passou os últimos 17 anos experimentando e costurando novos elementos na sonoridade do Guns N’ Roses para formar uma colcha de retalhos musical. O álbum peca pelo excesso de produção, deixando de lado o hard rock cru que virou marca da banda nas décadas de 80 e 90, mas traz de volta ao cenário musical uma das maiores franquias do rock.
Ofertas
| ExpedienteEspeciaisGuia de navegaçãoHomeMapa do sitePassaporte AbrilPolítica de privacidade
| Grupo AbrilAbout AbrilAnuncieAssinantesFale conoscoNewsletterTrabalhe conosco
Copyright © 2009, Abril Digital - Todos os direitos reservados