Os novos resultados do primeiro teste bem-sucedido de uma vacina contra o vírus HIV confirmam que a sua eficácia é marginal. Apesar disso, o saldo empolgou os cientistas, que agora acreditam conhecer o caminho para um remédio eficaz para a prevenção da Aids.
Os resultados também sugerem que a vacina poderá funcionar melhor na população em geral do que nos chamados grupos de risco, como homossexuais ou usuários de drogas injetáveis.
Essa foi a primeira vez que uma vacina foi testada principalmente em heterossexuais de risco médio, e os médicos já sabiam que a forma como uma pessoa é exposta ao HIV afeta sua chance de ser infectada.
“Este estudo se tornou um marco histórico. Você pode colocá-lo num mapa e começar a calcular para onde ir a partir dali”, disse Jerome Kim, médico que ajudou a comandar a pesquisa.
No mês passado, cientistas haviam anunciado que uma combinação de duas vacinas cortava o risco de contrair a aids em mais de 31%, num teste realizado em 16.000 voluntários tailandeses.
Os resultados completos foram publicados online na última terça-feira (20), pelo "New England Journal of Medicine" e apresentados numa conferência científica em Paris.
Os dados incluem duas novas análises estatísticas que apenas sugerem que a vacina é benéfica, em vez de fornecer prova definitiva. Isso acontece porque poucos participantes foram infectados - apenas 125 pessoas, 10% do que ocorria em testes anteriores.