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Mulher
12/01/2010 - 18:07 (atualizada em 12/01/2010 18:44)

Primeira escola gay do país quer expandir cultura LGBT

Projeto da Escola Jovem LGBT aceitará também professores e alunos heteressexuais para não aumentar ainda mais o preconceito

Leandro Carneiro
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Intenção do projeto é que jovens gays possam se expressar
Intenção do projeto é que jovens gays possam se expressar

Uma escola que vem para mudar os conceitos da sociedade, quem sabe até acabar com os preconceitos. Essa é a intenção da Escola Jovem LGBT que será instalada em Campinas e deverá começar a funcionar até o dia 1º de março.

Com o apoio do Ministério da Cultura do Governo do Estado de São Paulo, o Grupo E-Jovem de Adolescentes Gays, Lésbicas e Afins colocará em funcionamento cursos extracurriculares para jovens e adolescentes do país.

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No entanto, não é porque foi uma ideia provinda de um grupo LGBT, que ela será fechada para os heteros. A seleção para professores e alunos não terá discriminação em relação a opção sexual e todos serão aceitos.

"Não poderíamos fechar uma escola apenas para o público homossexual, pois isso criaria uma idéia de preconceito e a intenção do projeto é difundir a cultura LGBT com liberdade de expressão, pois os jovens são muitas vezes reprimidos pela sociedade", disse Deco Ribeiro, diretor da Escola Jovem LGBT.

Entre os currículos de professores já recebidos estão de heterossexuais, homossexuais e travestis. "Recebemos um currículo de um professor de educação física que é travesti e quer dar aula de dança", afirma o diretor da escola.

Como a participação é gratuita, a expectativa dos organizadores é que o número de procura supere as 60 vagas disponíveis, 20 em cada curso (Dança, Web TV e Fanzine), sendo que as pessoas podem se inscrever em todos simultaneamente. Caso isso aconteça, uma seleção por entrevistas e teste de aptidão deverá ocorrer para selecionar os participantes no dia 31 de janeiro.

Os organizadores do projeto também não temem uma possível recriminação da sociedade contra a escola especificamente . "O preconceito já existe, ele não aumenta, pois ele já está lá. A diferença é que quando o assunto aparece, nós vemos quem é preconceituoso ou não. Queremos com a escola acabar com isso e nivelar quem realmente tem preconceito", disse Ribeiro.

Apoio

Para colocar o projeto em prática, o Governo do Estado de São Paulo colaborou com um aporte financeiro de R$ 180 mil, que serão distribuídos igualmente pelos três anos de apoio ao projeto, com possibilidade de ampliação. Mas, a intenção não é ficar dependendo apenas dessa renda.

"Estamos procurando novos parceiros para não ficarmos dependendo apenas da renda do governo, mesmo sabendo que eles podem ampliar o projeto após esse período em que queremos criar novos cursos também", completou Ribeiro.

Esse apoio deverá ajudar a escola na contratação de profissionais e também para construir o prédio que sediará a instituição. Por enquanto, existem duas construções sendo analisadas pelos organizadores e o local será definido até o próximo dia 22, no mesmo dia se encerram as inscrições no site do projeto.

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