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Mulher
03/02/2010 - 15:28 (atualizada em 03/02/2010 15:36)

Nove perguntas frequentes sobre a pílula do dia seguinte

Fique por dentro de como funciona esse polêmico medicamento, que é usado de forma excessiva pelas brasileiras

Da Redação
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A pílula deve ser tomada apenas em casos de emergência
A pílula deve ser tomada apenas em casos de emergência

Como é feita a pílula do dia seguinte?
Assim como a pílula tradicional, ela é feita de dois hormônios, chamados estrogênio e progestogênio. A principal diferença está na dosagem: ela tem dez vezes mais (!) hormônio do que as pílulas convencionais.

Como o remédio evita a gravidez?
Ele impede que a gravidez ocorra porque age diretamente no útero. Os hormônios existentes na fórmula do produto promovem uma descamação da parede interna desse órgão. Com isso, o ovo que pode ter sido gerado no encontro do óvulo com o espermatozóide não consegue se fixar ali. Ele “escorrega” com as células descamadas e é eliminado pela vagina. Com isso, a fecundação torna-se impossível.

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A pílula deve ser tomada quanto tempo depois da relação sexual?
O ideal é tomá-la até 24 horas depois. “Nesses casos, a pílula tem eficácia de 95%. No segundo dia, diminui para 85%. Já no terceiro, chega apenas a 50%”, explica o ginecologista. Após três dias essa pílula não tem mais efeito contraceptivo, e a gravidez pode ocorrer!

Posso tomar mais de uma por mês?
Essa atitude não é recomendada. Se você tomar mais de uma pílula por mês, pode alterar seu ciclo menstrual. Além disso, é bem provável que ocorram sangramentos irregulares. O ideal é esperar pelo menos três meses para repetir a dose. Lembre-se: usá-la demais aumenta a chance de ter câncer de útero ou de mama.

Ela perde o efeito se for tomada muitas vezes?
Ela não perde o efeito. Mas não é bom tomá-la muitas vezes. Essa atitude pode causar danos (veja resposta anterior), inclusive hemorragias e anemias.

Precisa de receita médica? Quanto custa?
Você pode comprar a pílula na farmácia sem receita médica. Mas como o produto tem contraindicações, é indispensável procurar orientação médica antes. Só um ginecologista pode garantir se você pode tomar o remédio sem problemas. Os preços variam de R$ 10 a R$ 20.

Há mulheres que não podem tomar a pílula?
Sim: aquelas que não podem usar hormônio ou que já tiveram câncer de útero ou de mama. Para quem sofre de hipertensão e em alguns casos de diabetes, a pílula também não é indicada. “Mulheres que estão amamentando são proibidas de ingerir o medicamento, pois o hormônio passa para o leite, e o bebê é afetado”, esclarece Portinho.

A pílula causa efeito colateral?
Sim. Pode ser que o ciclo menstrual se altere. Ou seja, nos próximos meses vai ficar mais difícil calcular seu período fértil. Além disso, ela pode causar náuseas, dor de cabeça e vômito. Algumas mulheres sentem dor de barriga e inchaço nas mamas.

Ela funciona como um abortivo?
Não. De acordo com o Ministério da Saúde, a gravidez só existe a partir do momento em que o ovo se implanta no útero. A pílula age antes que isso ocorra. Logo, ela não tem efeito abortivo.

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