Como é feita a pílula do dia seguinte? Assim como a pílula tradicional, ela é feita de dois hormônios, chamados estrogênio e progestogênio. A principal diferença está na dosagem: ela tem dez vezes mais (!) hormônio do que as pílulas convencionais.
Como o remédio evita a gravidez? Ele impede que a gravidez ocorra porque age diretamente no útero. Os hormônios existentes na fórmula do produto promovem uma descamação da parede interna desse órgão. Com isso, o ovo que pode ter sido gerado no encontro do óvulo com o espermatozóide não consegue se fixar ali. Ele “escorrega” com as células descamadas e é eliminado pela vagina. Com isso, a fecundação torna-se impossível.
A pílula deve ser tomada quanto tempo depois da relação sexual? O ideal é tomá-la até 24 horas depois. “Nesses casos, a pílula tem eficácia de 95%. No segundo dia, diminui para 85%. Já no terceiro, chega apenas a 50%”, explica o ginecologista. Após três dias essa pílula não tem mais efeito contraceptivo, e a gravidez pode ocorrer!
Posso tomar mais de uma por mês? Essa atitude não é recomendada. Se você tomar mais de uma pílula por mês, pode alterar seu ciclo menstrual. Além disso, é bem provável que ocorram sangramentos irregulares. O ideal é esperar pelo menos três meses para repetir a dose. Lembre-se: usá-la demais aumenta a chance de ter câncer de útero ou de mama.
Ela perde o efeito se for tomada muitas vezes? Ela não perde o efeito. Mas não é bom tomá-la muitas vezes. Essa atitude pode causar danos (veja resposta anterior), inclusive hemorragias e anemias.
Precisa de receita médica? Quanto custa? Você pode comprar a pílula na farmácia sem receita médica. Mas como o produto tem contraindicações, é indispensável procurar orientação médica antes. Só um ginecologista pode garantir se você pode tomar o remédio sem problemas. Os preços variam de R$ 10 a R$ 20.
Há mulheres que não podem tomar a pílula? Sim: aquelas que não podem usar hormônio ou que já tiveram câncer de útero ou de mama. Para quem sofre de hipertensão e em alguns casos de diabetes, a pílula também não é indicada. “Mulheres que estão amamentando são proibidas de ingerir o medicamento, pois o hormônio passa para o leite, e o bebê é afetado”, esclarece Portinho.
A pílula causa efeito colateral? Sim. Pode ser que o ciclo menstrual se altere. Ou seja, nos próximos meses vai ficar mais difícil calcular seu período fértil. Além disso, ela pode causar náuseas, dor de cabeça e vômito. Algumas mulheres sentem dor de barriga e inchaço nas mamas.
Ela funciona como um abortivo? Não. De acordo com o Ministério da Saúde, a gravidez só existe a partir do momento em que o ovo se implanta no útero. A pílula age antes que isso ocorra. Logo, ela não tem efeito abortivo.