Mulher
10/12/2008 - 08:27 (atualizada em 10/12/2008 11:03)

Mar negro invade o inverno 2009 da Casa de Criadores, pesadão e roqueiro

Segundo dia de desfiles teve Der Metropol homenageando Alice in Chains e P'tit, a veterana entre os novos, cada vez mais voltada para o comercial

Jorge Wakabara
Tamanho do textoA+A-
Croquis da P'tit e da Der Metropol para a Casa dos Criadores
Croquis da P'tit e da Der Metropol para a Casa dos Criadores

Segundo dia de Casa de Criadores teve mais desfiles que o primeiro dia - isso por causa do Projeto LAB, de novíssimas marcas (R Rosner e Tony Jr são os únicos que participaram da edição passada entre seis grifes). Já dá, por essa quantidade, para falar um pouco sobre a imagem de inverno 2009 que está aparecendo nesse comecinho de temporada.

O preto se confirma como a cor dessa edição da Casa de Criadores, e é um preto pesadão mesmo, em looks que não têm medo de serem carregados. Desde o destaque desse LAB Jadson Raniere (assistente de Walério Araújo que trabalhou muito bem a alfaiataria com uma imagem de desfile séria e um pé no militar - vide coturnos e casacões), passando por Mahogany com as absurdas personagens da noite Michael Love e Bianca Exótica, R Rosner com seus golões gigantes, as mulheres formigas de Arnaldo Ventura que transitam entre o festão chique e uma diva glamurosa do rock, as sexy power girls das Gêmeas, os longos de festa da P'tit... quase todo mundo foi de preto. E mesmo quando não foi, caso da Der Metropol que injetou ainda um pouco de cor, o tema era roqueiro, com coração sangrando.

A Der Metropol e a P'tit se sobressaíram - não exatamente pelo nível dos desfiles, que foi bem equilibrado, mas pelo fator "novidades". A primeira, destaque do último Projeto LAB, antes uma dupla e agora "banda de um homem só" Mario Francisco, continuou na linha street da coleção anterior. A malha cinza mescla já vira um ícone de seu trabalho: se antes ela foi usada em pegada folk, agora volta em outras camisetas e no moletom. A elas, juntam-se camisas (com listra ou com floral P&B), vivos vermelhos representando as veias de um coração, abotoamentos assimétricos.

A imagem é de um rock romântico - mas não chega a ser emo (ufa!), está mais próximo de Oscar Wilde (citado no começo no desfile: "O mistério do amor é maior que o mistério da morte"). Mario quase não chega a tempo de seu próprio desfile - envolveu-se em um acidente de carro com um motoqueiro e só conseguiu sair da delegacia para chegar ao Shopping Frei Caneca minutos antes de entrar na passarela para os aplausos.

 
copyright © Editora Abril S.A. - todos os direitos reservados

Sites Abril

| ExpedienteEspeciaisGuia de navegaçãoHomeMapa do sitePassaporte AbrilPolítica de privacidade

| Grupo AbrilAbout AbrilAnuncieAssinantesFale conoscoNewsletterTrabalhe conosco

Copyright © 2009, Abril Digital - Todos os direitos reservados