Se dependesse da garota com o corpo azul, “Avatar” não faria sucesso entre os homens. O motivo é que, segundo um estudo divulgado na revista “New Scientist”, os garotos avaliam a aparência e os atributos físicos até mesmo de uma representação gráfica online.
A pesquisa foi realizada com estudantes de medicina. Os voluntários tinham que dizer se aceitavam ou não o seguinte dilema: não contar para o marido de uma paciente fictícia que ela havia contraído herpes genital. A suposta paciente, denominada Kelly Gordon, recebeu quatro representações diferentes.
As opções eram: uma atriz sobre um fundo gerado por computador, um avatar com o mesmo fundo, uma mulher se movendo graciosamente e outra imagem de uma mulher se movendo de maneira estranha.
As versões com a atriz verdadeira se saíram melhor no teste e captaram a simpatia dos voluntários. “As diferentes respostas dos voluntários sugerem que os homens se mostram mais simpáticos com as mulheres que eles acreditam ser possíveis parceiras”, diz Karl MacDorman da Indiana Univeristy.
No entanto, conforme entrevista pela publicação americana, um professor de Stanford, Jesse Fox, criticou o estudo e os resultados. Para ele, a representação gráfica era muita mais sexualizada que a mulher verdadeira. Mulheres como o avatar são entendidas como desonestas e capazes de transmitir doenças sexuais, afirma o professor, o que explicaria o resultado do teste.