Interior de loja com produtos diversificados no Iguatemi
O Iguatemi, empresa com sede em São Paulo, controlada pela família Jereissati, é uma grife no segmento de shoppings de luxo. Sua marca está listada pela consultoria Brand Analytics como a 39ª mais valiosa do Brasil e é a única em seu setor no ranking. Donos do centro de compras mais antigo do país — e também o mais sofisticado —, o clã Jereissati foi pioneiro ao abrir capital do grupo na bolsa, em 2007, dando início a uma intensa fase de profissionalização.
Depois da oferta pública de ações, que capitalizou a empresa com 454 milhões de reais, o Iguatemi intensificou seus empreendimentos e, com eles, a contratação de executivos, que até pouco tempo não pensavam em atuar nesse nicho do varejo, informa reportagem publicada na edição de novembro da revista VOCÊ S/A.
Para não perder os talentos recém-contratados e elevar o nível da gestão de pessoas, que vem se sofisticando à medida que a companhia cresce, o grupo está criando a Iguatemi Iesc, uma espécie de universidade corporativa.
No momento, o Iguatemi está fazendo um mapeamento das características de seus executivos para investir na formação e desenvolvimento deles. O desafio não é pequeno: o grupo passou de 8 para 16 shoppings (cinco estão em construção) e teve um aumento de 45% na receita bruta no segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano passado.
Nos próximos cinco anos, a empresa tem planos de ter 20 shoppings e, para cada novo empreendimento, contrata em média 25 gestores, a partir do nível de supervisão, para administrar das finanças ao estacionamento.
Além deles, o grupo trouxe, em 2007, nove executivos do mercado para ocupar cargos de coordenação, gerência, diretoria e vice-presidência no grupo. Criou algumas áreas, como a de novos negócios, e outras, que antes englobavam diversos departamentos, passaram a exigir gestores exclusivos.