27/10/2008 - 16:48 (atualizada em 27/10/2008 17:03)
Cirurgiões plásticos explicam por que é tão difícil atingir a perfeição
Novo programa de computador que simula conceitos clássicos de beleza tira a prova
Da Redação
Ter a boca da Angelina Jolie, o formato do rosto de Gisele Bündchen, o maxilar triangular de Madonna são alguns dos anseios das pacientes que apelam para a cirurgia plástica. O desejo maior, claro, é ficar cada vez mais bela. Mesmo com todos as técnicas evoluídas no campo da medicina estética, especialistas concordam que alcançar a perfeição por meio do bisturi “raramente” acontece.
A reportagem de capa da revista VEJA ouviu dez cirurgiões renomados para chegar a conclusão que essa análise honesta não decorre de falta de habilidade por parte da ala médica, mas revela a fórmula da perfeição: a beleza não é o resultado da soma de partes do rosto bem modeladas, mas da harmonia entre elas. A outra conclusão é mais animadora: o rosto mais bonito do mundo não precisa ser perfeito.
"Quando há apenas uma característica marcante na face, como um nariz grande, mas todo o resto é harmonioso, essa característica pode agir de forma positiva, ressaltando a naturalidade do rosto", diz o cirurgião plástico americano Kouros Azar, que tem entre seus clientes estrelas de Hollywood.
A experiência de consultório com as cirurgias estéticas que nem sempre resultam em rostos mais formosos pode agora, pela primeira vez, ser submetida a uma prova científica. A investigação é feita por um software recentemente desenvolvido pela equipe do engenheiro israelense Tommer Leyvand, na Universidade Tel-Aviv.
O programa, chamado de máquina de embelezamento, usa padrões de beleza consagrados para transformar os traços de rostos submetidos a ele por meio de fotografias.
O computador analisa 234 detalhes em cinco regiões faciais – olhos, nariz, sobrancelhas, lábios e contorno do rosto. A seguir, vasculha seu banco de dados de rostos bonitos e muda as feições que julga inadequadas à face analisada.