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Mulher
22/05/2009 - 16:04 (atualizada em 23/05/2009 03:31)

Celebrar a união beneficia a vida conjugal, diz terapeuta

"O casamento funciona como um ritual de passagem, assim como o batismo da criança", compara especialista da USP

Da Redação, com Agência Estado
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Celebração pode deixar marcas profundas na história do casal
Celebração pode deixar marcas profundas na história do casal

Eles compartilham a casa, a cama e as contas, mas não são casados. Ou são? Viver junto sem a troca de alianças pode provocar um incômodo. Em certas ocasiões, como uma entrevista profissional por exemplo, não dá para se apresentar como casado. Por outro lado, a relação estável não se encaixa no termo solteiro.

Mesmo para quem não liga para essas coisas e acredita que uma certidão não muda nada, o olhar da sociedade sobre o casal muda. E para o relacionamento, segundo a avaliação do terapeuta Ailton Amélio da Silva, doutor em psicologia pela Universidade de São Paulo (USP), celebrar a união beneficia a vida conjugal, mesmo que a comemoração não tenha cunho religioso.

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"O casamento funciona como um ritual de passagem, assim como o batismo da criança ou o enterro dos mortos. O evento não precisa ser religioso, há casais que procuram até antropólogos para fazer a união. O essencial é que a sociedade se emocione, para isso tem de ter música, roupa bonita. O ato público ajuda a pessoa a deixar o papel de solteira e a assumir seu status de casada, além de unir mais as duas famílias", resume.

Especialista em terapia de família e coordenador da Escola de Formação de Terapeutas Vínculo Vida, o psicólogo Sebastião Alves de Souza acredita que a opção pelo casamento formal é motivada, em grande parte, pela força dos valores religiosos.

"De modo geral, todas as religiões têm essa característica de zelar pela preservação da família. A pressão, mesmo que indireta, pela oficialização do casamento funciona como uma segurança, uma proteção contra a degradação da família. As instituições sociais e até mesmo os pais dos noivos cobram essa oficialização. É como se o fato de ser casado conferisse mais seriedade às pessoas", detalha.

Segundo a sexóloga Maria Helena Matarazzo, mestre em educação sexual e autora do livro "Amar é Preciso", a negação do casamento experimentada durante a revolução sexual dos anos 60 acabou, contraditoriamente, ressaltando ainda mais a importância dos vínculos afetivos.

"Houve um tempo em que ninguém queria mais se casar, isso era considerado uma bobagem. Passados alguns anos, descobriu-se que o casamento, que as pessoas estavam desqualificando, tinha uma função importante. Todos aqueles preparativos que antecedem a celebração deixam uma marca profunda", diz.

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