Um homem da Flórida acusado de matar seu genro, em Nova Jersey, argumenta que seria incapaz de cometer o crime porque é muito gordo.
Edward Ates assumiu a posição que não teria tido a energia necessária para subir e descer a escada, onde os promotores dizem que o assassino estava quando atirou em Paul Duncsak, um executivo da indústria farmacêutica de 40 anos.
O advogado de Ates que alega que seu cliente de 1,5 metros tinha 130 quilos em 2006 e estava em tão mau estado físico que não poderia ter dado o tiro e empreendido uma rápida fuga como fez o assassino. Walter Lesnevich disse que o peso é causa de asma, apnéia e outras doenças em Ates.
O advogado Houston David Berg, autor de um livro sobre análise de táticas e estratégias de julgamentos, afirma que nunca tinha ouvido falar de uma defesa como esta, mas que o discurso pode funcionar. "É uma defesa incomum, mas seria uma defesa possível desde que os fatos realmente se encaixem”.
Na época do assassinato, Duncsak e filha de Ates, Stacey, estavam envolvidos em uma disputa acirrada depois do divórcio de 2005. Os promotores alegam que o americano dirigiu seu carro da Flórida até Manhattan para matar o executivo na volta do trabalho.
Duncsak estava conversando com sua namorada notelefone celular quando entrou em casa e foi baleado. Depois de ouvir o grito dele, seguido de um tiro, a mulher ligou para a polícia. Os oficiais chegaram minutos depois, mas o assassino havia fugido.
Duncsak foi baleado seis vezes enquanto caminhava por um corredor. O advogado afirma que o primeiro tiro foi disparado de uma escada que levava ao porão. A fim de fazer isso, Ates teria que correr até a escada, alega a defesa.
Os promotores construíram a acusão em torno de registros de telefone celular e ciência forense, mas têm poucas provas materiais. Ainda assim, eles dizem que tem um provas fortes, aliadas aos testemunhos da família do executivo.
Embora a obesidade pareça ser uma estratégia rara para um julgamento por homicídio, a defesa foi usada recentemente em Ohio por Richard Cooey, que argumentou que ele era muito gordo para ser executado.
Ele argumentou que seus e 267 quilos dificultariam a morte por injeção letal, tornando a sentença desumana. No entanto, não houve dificuldades quando ele foi executado neste mês.