Saúde
11/12/2008 - 17:07 (atualizada em 11/12/2008 17:11)

Variação genética dá propensão a escolher alimentos mais calóricos

Estudo mostra que gene influencia hábitos alimentares levando à preferência de comidas mais gordurosas e doces

Da Redação
Tamanho do textoA+A-
Pesquisa com crianças constatou diferença alimentar
Pesquisa com crianças constatou diferença alimentar

Uma pesquisa da Universidade de Dundee, na Escócia, descobriu que uma variante de um gene ligado à obesidade influencia os hábitos alimentares fazendo com que ela consuma alimentos mais calóricos.

De acordo com a BBC, o gene está presente em 63% da população. Os cientistas realizaram testes com cem crianças entre quatro e 10 anos e descobriram que as portadoras da variante do "gene da obesidade" (conhecido como FTO) consumiram cem calorias a mais em média em cada refeição. Estas crianças optaram por tipos de alimentos que continham mais açúcar e gordura, deixando de lado opções mais saudáveis.

O estudo levou em conta o metabolismo, distribuição da gordura no organismo, quantidade de exercícios físicos e hábitos alimentares das crianças. Os resultados foram obtidos com a oferta de uma refeição-teste em uma escola.

A refeição oferecida incluiu opções que incluíam presunto, queijo, biscoitos, batata frita, uvas passas, pepino, cenoura, chocolate, pão, água e suco de laranja.

Os pesquisadores registraram os alimentos que cada criança deixou em sua bandeja. A refeição-teste foi oferecida três vezes para confirmar as tendências.

"Este trabalho sugere que a obesidade ligada a esse gene pode ser modulado por um controle dietético cauteloso", disse Colin Palmer, do Instituto de Pesquisa Biomédica da Universidade de Dundee.

"Estes resultados não alteram as recomendações dietéticas e de estilo de vida às pessoas, que são de uma alimentação relativamente saudável e exercícios físicos regulares. Fazer isto ainda tem um efeito positivo quer você seja portador desta variante genética ou não."

E Palmer fez outro alerta em função dos resultados que obteve, afirmando que eles "reforçam a hipótese de que o aumento da obesidade em crianças nos últimos anos pode ser atribuído à disponibilidade de alimentos baratos de alto valor energético, que podem ser mais atraentes à grande proporção da população portadora desta variante genética".

Palmer fez parte do grande grupo de cientistas que descobriram o gene FTO em 2007. As pessoas que possuem duas cópias do gene FTO correm quase 70% mais riscos de sofrer de obesidade do que aquelas que não possuem nenhuma. Em portadores de uma cópia, o risco é de cerca de 30%.

O estudo foi divulgado no "New England Journal of Medicine".

 
copyright © Editora Abril S.A. - todos os direitos reservados

Sites Abril

| ExpedienteEspeciaisGuia de navegaçãoHomeMapa do sitePassaporte AbrilPolítica de privacidade

| Grupo AbrilAbout AbrilAnuncieAssinantesFale conoscoNewsletterTrabalhe conosco

Copyright © 2009, Abril Digital - Todos os direitos reservados