Os tons de violeta trazem consigo muitas qualidades. Intuição, tolerância e respeito são algumas delas. Sempre com um pingo de mistério associado. E pode confiar que em tudo que o violeta toca há um quê de fascínio espiritual.
O arcanjo 13 das cartas do tarô é representado por um anjo que segura dois vasos, um azul e outro vermelho, que trocam um fluido constante. Embora, na impressão, apareça como um líquido incolor, ele simboliza exatamente o meio-termo entre o azul e o vermelho – ou seja, o violeta.
O resultado dessa troca em partes iguais é o comedimento, qualidade maior dos tons de violeta. A começar pelo roxo intenso, passando pelo ameixa, pelo ametista e pela completa gama de lilases, todos são pacifistas por natureza.
A qualidade da paciência também está associada a elas. Mas, da paciência à profunda meditação, o que difere mesmo é o carregamento de tinta. Quanto mais escuro e fechado o tom, maior a devoção que inspira. Faça o teste: olhe para as matizes e compare.
Em casa Os violetas sempre estiveram associados à nobreza. Porém mudam um pouco de matiz de acordo com a moda. De tempos em tempos, chega às lojas com uma tonalidade inédita. “Agora, os violetas receberam um pouco mais de sutileza com o acréscimo de cinza. Ficaram sombreados, mas continuam trazendo um clima etéreo”, diz Paola Vieira, gerente de cores e marketing da Tintas Coral.
De forma geral, os decoradores exploram bem os tons violáceos em ambientes pequenos ou mais introspectivos, salas de meditação e quartos. Sua função é fazer a passagem do estado de ânimo – do agitado ao tranqüilo. No meio espiritual, o violeta está mesmo ligado à transmutação, à capacidade que temos de transformar dores em lições para o futuro. Também vale pensar neste tom como a cópia do entardecer, a transição do dia para a noite. E em toda simbologia que esse momento pode suscitar.