Saúde

10/11/2008 - 09:26 (atualizada em 10/11/2008 09:31)

Teste detecta problemas de audição em recém-nascidos

Triagem Auditiva Neonatal avalia bebês nas primeiras 48 horas de vida

Da Redação

Embora seja obrigatório, muita gente ainda não conhece o chamado teste da orelhinha, que avalia a capacidade auditiva de recém-nascidos. 

O exame é considerado o método mais eficaz para constatar problemas de audição em bebês e prevenir a surdez.

A professora da Faculdade de Fonoaudiologia da PUC-Campinas, Mariene Terume Imeoka Hidaka, explica que o teste é pouco divulgado no Brasil, o que atrasa o diagnóstico e o tratamento precoce e adequado.

A Triagem Auditiva Neonatal (TAN) deveria ser aplicada regularmente, assim como o teste do pezinho, desde 2007, quando a Lei nº. 12.522 entrou em vigor no Estado de São Paulo.

Apesar disso, ela ainda não é feita em larga escala. Segundo um levantamento do Instituto Nacional para Educação de Surdos (INES), apenas 2% das mães de recém-nascidos sabem que é preciso avaliar a audição nas primeiras 48 horas de vida.

Nem todos os planos de saúde contemplam o teste. “É importante que os pais verifiquem junto às instituições privadas a garantia do teste no seu filho”, disse Mariene.

Caso a criança tenha nascido em hospital ou maternidade não credenciado para o teste da orelhinha, ela pode ser encaminhada pelas unidades básicas de saúde da prefeitura para algum local que ofereça o exame.

Prevenção
O teste pode ser realizado em qualquer fase da criança, de preferência até os seis primeiros meses de vida, idade em que o sistema auditivo ainda está em processo de amadurecimento.

Para a fonoaudióloga, quanto antes algum problema for detectado, melhor será o desenvolvimento da linguagem e a integração social. “A dificuldade em ouvir as sons, dependendo do grau de deficiência auditiva, pode ocasionar problemas emocionais, de aprendizagem e, principalmente, de linguagem”.

Sinais

Mariene alerta os pais a observarem algumas reações do bebê, como por exemplo, ter dificuldade em acordar com barulho, chorar ininterruptamente e não reconhecer a voz da mãe.

“Todos os bebês devem fazer o teste, mas existem alguns indicadores de risco, como os casos em que já existe um histórico de surdez na família, intervenção em UTI por mais de 48 horas e mães que adquiriram rubéola durante a gestação, entre outros”, diz.

Em casos de suspeita de perda auditiva, a fonoaudióloga orienta que os pais procurem uma unidade de saúde próximo à sua região ou uma clínica médica. O bebê será avaliado por um pediatra que irá encaminhá-lo a fazer o teste da orelhinha em clínicas de fonoaudiologia.

Se for confirmada a existência de alguma deficiência auditiva, deve ser iniciado um trabalho fonoaudiológico, possivelmente com o uso de um aparelho de amplificação sonora individual (AASI) ou implante coclear e sessões de fonoaudiologia.

 
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