Saúde

31/10/2008 - 12:49

Sardinha é excelente fonte de ômega-3

Peixe nacional tem mais concentração do nutriente que o importado salmão

Da Redação

O nome da popular sardinha vem do mar da Sardenha, ilha do Mediterrâneo, onde esses peixes costumavam nadar em grandes cardumes. Aventureiras, elas navegaram por todo o globo até disseminar populações em vários oceanos do mundo.

Um dos locais onde as sardinhas se estabeleceram foi no litoral brasileiro. Muito comum nas nossas águas, e por isso a um custo baixo, este peixe é uma ótima fonte de ômega-3, o ácido graxo tão famoso por suas propriedades benéficas, diz a reportagem da SAÚDE!.

“Ela contém ômega-3 em quantidades que não deixam nada a desejar a parentes estrangeiros, como o salmão, que levam a fama de ser as melhores fontes da substância”, garante o especialista em ciência e tecnologia dos alimentos Luiz Henrique Beirão, da Universidade Federal de Santa Catarina.

Pode parecer estanho, já que o ômega-3 é típico de peixes de água geladas. “Essas espécies precisam da gordura para evitar que congelem”, justifica o químico e cientista de alimentos Jesuí Visentainer, da Universidade Estadual de Maringá.

Já a sardinha, por ser migratória, precisa se movimentar muito. “Ela armazena a gordura como reserva energética”, diz a pesquisadora e doutora em nutrição Cristiane Neiva, do Instituto de Pesca de Santos. “Sem contar que também se alimenta de algas ricas em ômega-3”, completa.

Benefícios
A sardinha não só contém ômega- 3 como fornece o ácido graxo em suas melhores variantes: o eicosapentaenóico, conhecido como EPA, e o docosahexaenóico, o DHA.

“No corpo humano, essas gorduras do bem minimizam a ação nociva de compostos inflamatórios”, conta o nutrólogo Celso Cukier, do Instituto de Metabolismo e Nutrição, em São Paulo. Dessa forma, ajudam na prevenção de uma série de males que dão as caras em locais díspares como o coração, o intestino e as articulações.

Além disso, como qualquer peixe que se preze, ela é fonte de proteínas de excelente qualidade, ideal para manter os músculos em dia, e fósforo, um mineral que participa da mineralização dos ossos.

Portanto, não faltam motivos para que se inclua essa aventureira dos mares no cardápio. Duas ou três vezes por semana é o suficiente.

A versão em lata é uma alternativa válida de vez em quando, até pela praticidade. Mas evite as versões em conserva, pois possuem muito óleo.

Para aproveitá-la direito
O cuidado para comprar o peixe é praticamente o de sempre: “Verifique se os olhos estão brilhantes e as brânquias, avermelhadas. Mas não se preocupe com escamas soltas, porque isso é normal nas sardinhas”, ensina a oceanógrafa Maria Cristina Cergole.

Fique ainda mais atento ao odor. “A sardinha nunca deve ter cheiro de ranço, um sinal de oxidação”, avisa Cristiane Neiva. Por fim, evite as frituras. Temperaturas muito altas degradam o ômega-3.

Outros nutrientes da sardinha
(em 100 gramas, que equivalem a três unidades)
Calorias 164
Fósforo 578 mg
Zinco 1,8 mg
Ferro 1,3 mg
Cálcio 438 mg

 
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