Saúde
01/12/2008 - 10:35 (atualizada em 01/12/2008 10:44)

Neurocientista americana sofre derrame cerebral e usa experiência em prol da ciência

Jill Bolte Taylor relata em entrevista à VEJA como ela usou seu treinamento médico para observar os efeitos do derrame sobre seu próprio corpo

Da Redação
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Pesquisadora escreveu um livro sobre a experiência
Pesquisadora escreveu um livro sobre a experiência

Em 10 de dezembro de 1996, a neurocientista norte- americana Jill Bolte Taylor, então com 37 anos, percebeu que estava tendo um derrame cerebral. A pesquisadora acordou com uma dor aguda na cabeça e percebeu que estava com a coordenação muscular prejudicada. Quando ouviu o barulho do chuveiro, seu cérebro interpretou aquilo como um estrondo.

“Juntando os três sintomas, e baseada na minha experiência profissional, percebi que poderia estar sofrendo um derrame. No fim daquela manhã, já não conseguia andar, falar, ler, escrever ou lembrar informações básicas da minha vida”, conta.

A diferença entre Jill e a grande maioria dos pacientes é que ela usou seus conhecimentos na área para aprender ainda mais com a experiência. “No primeiro momento, fiquei aflita. No instante seguinte, surpreendi-me pensando que a situação era muito interessante. Pensava: ‘Quantos cientistas têm a oportunidade de estudar as funções do cérebro e sua deterioração de dentro para fora?’”.

Jill acabou escrevendo um livro, “A Cientista que Curou Seu Próprio Cérebro”, na qual conta como superou o problema e como a comunidade médica ainda não está completamente preparada para lidar com pacientes de derrame. Confira a entrevista completa no site da VEJA.

 
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