Saúde
03/03/2009 - 11:10

Gelatinas brasileiras têm corante proibido em países europeus

Produto "amarelo crepúsculo" seria responsável por causar hiperatividade e outros distúrbios de comportamento em crianças suscetíveis

Da Redação com informações da Agência Estado
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Nível de açúcar na sobremesa também considerado muito alto
Nível de açúcar na sobremesa também considerado muito alto

Uma pesquisa feita com 11 tipos de gelatina pela Pro Teste Associação de Consumidores mostrou que todos esses produtos utilizam o corante amarelo crepúsculo - produto permitido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas proibido em alguns países da Europa. “Pesquisas demonstraram uma relação dessa substância (o corante) com hiperatividade e outros distúrbios de comportamento em crianças suscetíveis”, afirma o estudo, sublinhando que boa parte do esforço de marketing das gelatinas é voltada para o público infantil.

Além disso, quatro gelatinas com açúcar também receberam outras críticas. Duas utilizam adoçantes - Royal e Dr. Oetker - e, por isso, não seriam recomendadas para crianças e gestantes. Outras duas - Bretzke e Sol - apresentam, respectivamente, 10,9 e 8,8 gramas de açúcar por porção de 120 gramas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda para adultos o consumo diário de até 50 gramas de açúcar.

A quantidade de colágeno nos produtos foi considerada muito pequena, e, por isso, alvo de controvérsia. A Bretzke tradicional tem 0,76 grama. A Doce Menor Diet e a Dr. Oetker Diet apresentam 2 gramas. Estudos indicam que uma alimentação rica em colágeno traz benefícios para a saúde. “Precisamos de uma legislação que regule a quantidade de açúcar e de colágeno” afirma Manuela Dias, nutricionista da Pro Teste.

A Kraft Foods, responsável pelas gelatinas Royal, e a J. Macêdo, da linha de produtos Sol, afirmaram por nota que seguem rigorosamente a legislação do País. A Bretzke Alimentos apontou que a quantidade total de açúcar dos seus produtos é inferior à quantidade diária recomendada pela OMS para um adulto. Também informou que foi lançada uma linha com quantidade extra de colágeno para consumidores interessados “nos aspectos funcionais da substância”.

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