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Saúde
09/12/2008 - 09:55 (atualizada em 09/12/2008 10:25)

Dar antiinflamatórios para crianças sem recomendação médica traz riscos à saúde

Medicamento muito usado para combater febres pode gerar intoxicação nos fígados e rins, alergias ou até mascarar doenças mais graves dos pequenos

Da Redação
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Febre é reação normal do organismo para combater doenças
Febre é reação normal do organismo para combater doenças

Quem tem filhos costuma usar os antiinflamatórios como remédios coringas. Afinal, eles combatem os sintomas servem em casos de febres, tombos que provocam inchaços, garganta inflamada e muito mais. No entanto, o uso indevido destes remédios pode provocar sérias conseqüências para as crianças.

“Sangramento gastrointestinal, toxicidade para os rins e o fígado, além de alergia, são os principais riscos do mau uso”, enumera Sandra Oliveira Campos, pediatra da Universidade Federal de São Paulo, em entrevista para a SAÚDE!. “E, quando o fígado ou os rins são afetados, pode haver desde uma alteração transitória de seu funcionamento até lesões graves.”

Outra ameaça, bem mais corriqueira e tão problemática quanto, é a de mascarar doenças sérias, deixando que evoluam — atrasando o atendimento médico adequado quando a condição ainda está no começo.

Isso porque essa classe de medicamento não atua na raiz dos males que acometem a criança. Seu papel é minimizar o mal-estar que eles provocam. Afinal ela é a reação orgânica a alguma agressão, seja um trauma, como uma pancada, seja a presença de um invasor, que pode ser um vírus, uma bactéria ou até mesmo um corpo estranho, como um espinho fincado na pele.

Em qualquer uma dessas situações, as células do sistema imunológico são convocadas para eliminar os responsáveis pelos danos. O organismo usa armas como as moléculas de prostaglandina, que disparam dor e febre. A maioria dos antiinflamatórios inibe justamente essa produção de prostaglandinas no local. Por isso, agem como analgésicos e antitérmicos.

São freqüentes os estudos que mostram o impacto dos antiinflamatórios no corpo dos adultos. Alguns deles sacudiram a indústria farmacêutica, levando governos de diversos países, inclusive o brasileiro, a retirar alguns remédios do mercado. “Mas esses trabalhos que avaliam eficácia e segurança quase nunca contemplam crianças abaixo de 12 anos por questões éticas”, esclarece Rogério Hoefler, do Centro Brasileiro de Informação sobre Medicamentos (Cebrim).

 

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