Saúde
08/12/2008 - 13:56 (atualizada em 08/12/2008 14:29)

Cientistas da Grã-Bretanha conseguiram desenvolver osso injetável

Pesquisadores da Universidade de Nottingham produziram um material que pode ser injetado em ossos fraturados para ajudar em sua recuperação

Da Redação
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Processo de inserção da nova substância é mais fácil
Processo de inserção da nova substância é mais fácil

Com a textura de um creme dental, a substância forma uma espécie de "molde" biodegradável ao redor do qual o tecido ósseo cresce e se recompõe.

Segundo informações da BBC, a nova técnica poderia substituir os dolorosos enxertos ósseos em muitos casos. Os primeiros testes serão iniciados com pacientes na Grã-Bretanha, com esperança de começar a usar o material regularmente nos Estados Unidos dentro dos próximos 18 meses.

Sem necessidade de cirurgia
De acordo com os cientistas, a vantagem da nova técnica em relação aos preenchimentos tradicionais está no processo de enrijecimento. O método convencional esquenta enquanto endurece, destruindo as células próximas, o que impede o seu uso em algumas partes do corpo. Já o polímero desenvolvido na Grã-Bretanha começa a endurecer apenas quando entra em contato com a temperatura do corpo.

Além disso, o próprio processo de inserção é mais fácil, pois não necessita uma incisão cirúrgica, segundo o chefe da pesquisa, Kevin Shakesheff.
Os enxertos tradicionais utilizam pedaços de ossos retirados de outra parte do corpo para preencher as fraturas.

"Hoje em dia, além de sofrerem uma cirurgia, os pacientes ficam com uma parte do corpo relativamente danificada. Nosso método evitaria isso", explicou Shakesheff.
"Acreditamos que podemos apenas inserir uma agulha, levá-la ao ponto certo e injetar o polímero, que então vai preencher a área fraturada e endurecer em poucos minutos. Como ele não esquenta, as células ósseas ao redor sobrevivem e conseguem recompor o tecido."

Próximos passos
O cientista reconhece, no entanto, que o material tem limitações, como a maneira como "cola" ao osso. Segundo ele, uma fratura grave na perna, por exemplo, ainda necessitaria de pinos para evitar um colapso quando o paciente tentar andar.

Mas Shakesheff lembra que o fato de o polímero não esquentar possibilita que no futuro ele seja usado em outros tipos de processos reparatórios em várias partes do corpo, inclusive o coração. O novo material rendeu à equipe de Nottingham o prêmio Medical Futures, que honra as invenções médicas mais importantes do ano.

 
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